A Coreia do Norte, sob o regime ditatorial de Kim Jong-un, executou entre 20 e 30 autoridades locais após a morte de cerca de 4 mil pessoas devido a enchentes e deslizamentos de terra na província de Chagang. As execuções, realizadas no final do mês passado, foram reportadas pela Chosun TV, da Coreia do Sul, que afirmou que o governo norte-coreano está punindo severamente aqueles que falharam na prevenção da tragédia.
As inundações devastaram a região noroeste da Coreia do Norte, e o governo responsabilizou diretamente os funcionários locais por não tomarem medidas adequadas de prevenção, o que teria resultado nas milhares de mortes. O líder Kim Jong-un já havia ordenado uma punição rigorosa aos responsáveis, alegando que as falhas na proteção da população provocaram “baixas inaceitáveis”.
O secretário do Partido da Província de Chagang, Kang Bong-hoon, foi demitido em meio às investigações sobre as falhas de gestão. No entanto, não há confirmação se ele está entre os executados.
A Coreia do Norte tem um histórico de repressão extrema, e a recente onda de execuções é um exemplo do controle implacável do regime sobre seus oficiais e da sua abordagem punitiva em relação a desastres naturais.




