O governo da Ucrânia, por meio do procurador-geral Andriy Kostin, solicitou que o Brasil detenha o presidente russo, Vladimir Putin, caso ele compareça à cúpula do G20, agendada para novembro no Rio de Janeiro. A solicitação baseia-se no mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), que acusa Putin de crimes de guerra, incluindo a deportação forçada de crianças ucranianas. O Brasil, como signatário do Estatuto de Roma, teria a obrigação legal de executar o mandado de prisão.
Embora o Kremlin ainda não tenha confirmado a presença de Putin no evento, a situação coloca o governo brasileiro em uma posição delicada. Analistas, como a professora de Relações Internacionais Denilde Holzhacker, apontam que a decisão final pode ficar a cargo do Judiciário brasileiro. Há especulações de que Putin, a exemplo do que ocorreu na cúpula do BRICS na África do Sul, possa optar por enviar um representante, como o ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov.
O Kremlin rejeita veementemente o mandado do TPI, classificando-o como inválido. Mesmo assim, a Ucrânia pressiona para que a justiça internacional seja cumprida, alertando para o risco de se criar um precedente perigoso, no qual líderes acusados de crimes graves possam viajar livremente sem enfrentar consequências legais.
Até o momento, não há indícios de que Putin planeje participar pessoalmente da cúpula do G20.
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