A Pesquisa CNT Rodovias 2024, divulgada nesta terça-feira (19), revelou que 25% das rodovias pavimentadas no Brasil foram classificadas como ruins ou péssimas. O estudo, conduzido pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), analisou 111.853 km de vias, abrangendo trechos federais e estaduais, e avaliou o pavimento, a sinalização e a geometria das rodovias.
O levantamento apontou que apenas 7,5% das estradas foram consideradas ótimas, uma redução em relação aos 7,9% registrados em 2023. A maior parte das rodovias foi classificada como regular (40,4%) ou boa (25,5%), enquanto os trechos considerados ruins ou péssimos continuam a representar um grande desafio de infraestrutura no país.
Investimentos e problemas estruturais
A CNT estima que seriam necessários R$ 100 bilhões para recuperar a malha rodoviária brasileira. Um destaque da pesquisa foi a diferença entre as rodovias sob gestão pública e as concedidas à iniciativa privada. Apenas 2,7% das vias públicas foram classificadas como ótimas, enquanto esse índice sobe para 21,4% entre as rodovias concedidas.
Vander Francisco Costa, presidente da CNT, enfatizou a necessidade de investimentos contínuos para melhorar as rodovias e atender às crescentes demandas logísticas do país. “É fundamental garantir uma infraestrutura de transporte mais segura e eficiente, essencial para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil”, declarou.
Destaques regionais
As melhores rodovias do país estão concentradas na região Sudeste, com destaque para São Paulo, onde sete das oito rodovias classificadas como ótimas são concedidas. O trecho da SP-270 (Raposo Tavares), entre Presidente Epitácio e Ourinhos, lidera o ranking de qualidade.
Enquanto isso, a pesquisa alerta para a deterioração de trechos classificados como regulares, que somam 45.263 km e demandam manutenção urgente para evitar agravamento. A má qualidade do pavimento afeta diretamente o conforto e a segurança dos usuários, refletindo a carência de investimentos.
A situação crítica da infraestrutura rodoviária é um entrave para a economia, já que o transporte rodoviário é responsável por grande parte do escoamento de produção e abastecimento no Brasil.
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