O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou as articulações para garantir o controle político da recém-criada Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, instalada nesta terça-feira (17/6) no Congresso Nacional. A principal estratégia do Planalto é assegurar a presidência da comissão e impedir que a oposição bolsonarista dite os rumos das investigações sobre fraudes na Previdência.
O nome mais cotado para assumir a presidência é o do senador Omar Aziz (PSD-AM), visto como aliado do governo e com histórico de liderança em comissões de grande repercussão, como a CPI da Covid. Nos bastidores, a presença de Aziz na presidência é praticamente dada como certa.
Disputa pela relatoria
O grande foco agora é a definição do relator, cargo que será indicado pela Câmara dos Deputados. Pelo critério de proporcionalidade, o comando da relatoria caberá ao PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro e maior força de oposição ao governo Lula.
Dois nomes despontam como favoritos entre os deputados bolsonaristas: o Coronel Crisóstomo (PL-RO), que foi o principal articulador do requerimento de criação da CPMI, e a deputada Coronel Fernanda (PL-MT), que também teve papel ativo na mobilização das assinaturas necessárias para a instalação da comissão.
A possível escolha de um relator alinhado ao bolsonarismo preocupa o Planalto, que teme ver a CPMI sendo usada como palanque político contra o governo.
Discurso oficial: equilíbrio
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), tem defendido um discurso público de equilíbrio. Segundo ele, o ideal seria que a relatoria não ficasse nem com um parlamentar da base governista nem com um nome da oposição mais radical.
“Seria de bom-tom que a investigação não fosse conduzida nem por alguém do partido do presidente da República e nem pelo principal partido de oposição”, afirmou Randolfe.
Por trás das câmeras, porém, o Planalto articula com partidos do centrão, como o Republicanos, para tentar construir um caminho que impeça um relator alinhado ao bolsonarismo. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também é visto como peça-chave nas negociações.
Linha de defesa do governo
A estratégia da base governista, caso não consiga emplacar um nome neutro na relatoria, será reforçar a narrativa de que as principais fraudes no INSS ocorreram durante o governo Bolsonaro, e que só agora estão sendo devidamente investigadas.
A CPMI do INSS promete ser mais um capítulo de tensão entre o governo Lula e a oposição em um momento de instabilidade política e disputa antecipada de narrativas para as eleições municipais de 2026.
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