BRASÍLIA – Uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a disputa pelo voto da população evangélica gerou forte reação do líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ). O parlamentar criticou o petista após Lula afirmar que o PT não deve depender do apoio de pastores e precisa dialogar diretamente com os fiéis.
A fala ocorreu no sábado (7/2), durante o evento de 46 anos do Partido dos Trabalhadores, realizado na Bahia. No discurso, Lula destacou a necessidade de aproximação do partido com o eleitorado evangélico e citou programas sociais como elemento do diálogo político.
“Os evangélicos votam uns contra os outros. O que nós fazemos? Noventa por cento dos evangélicos recebem benefícios do governo. O que nós precisamos não é esperar que um pastor fale bem de nós. Nós temos que ir lá, conversar”, afirmou o presidente.
Críticas e acusações
A declaração foi duramente rebatida por Sóstenes Cavalcante, que também é pastor evangélico. Em publicações nas redes sociais, o deputado acusou Lula de usar o Estado para tentar influenciar votos e disse que o PT não compreende os valores do segmento religioso.
“Vocês vivem querendo se aproximar dos evangélicos e não conseguem. Evangélico tem princípios, evangélico tem valores”, afirmou. Em outro trecho, o parlamentar criticou o fato de o presidente minimizar o papel dos líderes religiosos. “É por esse tipo de discurso que vocês nunca mais terão os evangélicos votando com vocês”, escreveu.
Em nova publicação, Sóstenes reforçou a crítica ao associar fé religiosa a programas sociais. “Auxílio não dá direito a submissão. Programa social não compra caráter”, declarou. Para o deputado, a tentativa de vincular benefícios governamentais ao apoio político representa uma forma de desrespeito ao eleitorado evangélico.
Disputa pelo voto evangélico
A busca por maior apoio entre evangélicos não é novidade no PT. Desde a campanha eleitoral anterior, Lula cobra internamente uma estratégia mais eficaz de diálogo com esse público, historicamente mais alinhado a partidos conservadores.
Durante o atual mandato, o governo fez alguns gestos ao segmento, como a assinatura de decreto que reconhece a cultura gospel como manifestação cultural nacional e a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Messias é evangélico e mantém interlocução com integrantes da bancada evangélica no Congresso.
Apesar dos acenos, a relação entre o governo federal e líderes religiosos segue marcada por desconfiança e tensão política, cenário que tende a se intensificar com a aproximação do calendário eleitoral de 2026.
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