O preço do petróleo voltou a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril pela primeira vez em mais de três anos e meio, impulsionado pela escalada da guerra envolvendo o Irã e ataques que afetam a produção e o transporte de energia no Oriente Médio.
O barril do tipo Petróleo Brent — referência internacional para o mercado — chegou a US$ 101,19 logo após a retomada das negociações na Chicago Mercantile Exchange, registrando alta de 9,2% em relação ao fechamento da sexta-feira (US$ 92,69).
Já o West Texas Intermediate (WTI), principal referência do petróleo nos Estados Unidos, foi negociado em torno de US$ 107,20 o barril, avanço de mais de 16% em relação ao valor anterior.
Conflito e mudança de liderança no Irã pressionam mercado
A valorização do petróleo ocorre em meio ao agravamento do conflito na região e ao anúncio de que o aiatolá Mojtaba Khamenei foi escolhido como novo líder supremo do Irã.
Ele assume o cargo após a morte do pai, Ali Khamenei, ocorrida durante um ataque na primeira semana do conflito.
Analistas apontam que a instabilidade política e militar no país aumenta o risco de interrupção no fornecimento global de petróleo, fator que costuma pressionar os preços internacionais da commodity.
Estreito de Ormuz vira ponto crítico do conflito
Um dos principais focos de preocupação é o Estreito de Ormuz, passagem estratégica entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã.
Segundo estimativas de empresas de análise energética, cerca de 15 milhões de barris de petróleo por dia — aproximadamente 20% da produção mundial — passam pela região.
A ameaça de ataques com mísseis e drones tem reduzido o tráfego de petroleiros no local, afetando exportações de países como:
- Arábia Saudita
- Kuwait
- Iraque
- Catar
- Bahrein
- Emirados Árabes Unidos
Ataques atingem infraestrutura de petróleo
Desde o início da guerra, instalações de petróleo e gás foram alvo de ataques envolvendo forças do Israel, dos Estados Unidos e do próprio Irã.
No fim de semana, forças israelenses atacaram depósitos de petróleo em Teerã e navios-tanque de armazenamento, ampliando as preocupações com a oferta global de energia.
Além disso, países produtores como Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos reduziram a produção, já que os tanques de armazenamento estão próximos do limite devido às dificuldades de exportação.
Alta do petróleo pode pressionar inflação global
Especialistas alertam que, caso o petróleo permaneça acima de US$ 100 por barril, o impacto pode ser sentido na economia mundial.
O aumento do custo da energia tende a pressionar inflação, transporte e preços de combustíveis, afetando diretamente consumidores e empresas.
Nos Estados Unidos, por exemplo, o preço médio da gasolina comum subiu para US$ 3,45 por galão, cerca de 47 centavos a mais em apenas uma semana, segundo dados do setor.
Analistas avaliam que uma escalada prolongada do conflito pode gerar novos choques no mercado de energia e nos mercados financeiros globais.
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