A taxa de desemprego no Brasil teve um aumento significativo no primeiro trimestre de 2024, atingindo 7,9%, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), nesta terça-feira (30).
Comparado ao trimestre anterior, houve um crescimento de 0,5 ponto percentual na taxa de desocupação, representando um incremento de 6,7% no número absoluto de desempregados, que alcançou a marca de 8,6 milhões de pessoas. Contudo, em uma visão anual, observa-se uma queda de 8,6%.
O contingente de ocupados no país também apresentou variações significativas. No primeiro trimestre de 2024, houve uma queda de 0,8%, totalizando 100,2 milhões de pessoas empregadas. No entanto, em uma análise mais ampla, o ano registrou um aumento de 2,4%, com um acréscimo de 2,4 milhões de trabalhadores.
Quanto à informalidade, o número de trabalhadores por conta própria permaneceu estável em 25,4 milhões, assim como o de empregadores, mantendo-se em 4,1 milhões. Já os trabalhadores domésticos apresentaram uma queda de 2,3% no trimestre, totalizando 5,9 milhões de pessoas, mas registraram um aumento de 3,5% no ano.
Em relação à informalidade, esta afetou 38,9% da população ocupada, o equivalente a 38,9 milhões de trabalhadores informais. Esse número representa uma leve queda em comparação com o trimestre anterior (39,1%) e com o mesmo período de 2023 (39,0%).
Por fim, o rendimento real habitual de todos os trabalhos alcançou R$ 3.123, apresentando um crescimento de 1,5% no trimestre e de 4,0% no ano, refletindo um cenário de certa estabilidade financeira para os trabalhadores brasileiros.




