Um estudo que alertava para o risco de enchentes no Sul do Brasil foi engavetado durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), revelou uma investigação do site O Antagonista. Há cerca de uma década, um relatório entregue à Presidência da República destacava o aumento das chuvas na região Sul como resultado das mudanças climáticas.
O relatório, intitulado Brasil 2040, não apenas previa chuvas intensas, mas também apontava uma série de consequências alarmantes, incluindo a elevação do nível do mar, mortes por ondas de calor, colapso de hidrelétricas, escassez de água no Sudeste e agravamento das secas no Nordeste.
Apesar de conter informações cruciais para lidar com os impactos das mudanças climáticas, o estudo foi negligenciado e arquivado, supostamente por apresentar previsões desfavoráveis.
O relatório, que custou R$ 3,5 milhões e envolveu mais de 30 pesquisadores de diversas universidades brasileiras, propunha medidas de adaptação e mitigação, como a elaboração de planos de contingência para enchentes e a implementação de sistemas de alerta e drenagem urbana adequada.
A seção sobre recursos hídricos, assinada por pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC), alertou para um aumento de mais de 15% nas chuvas no extremo sul do Brasil, destacando a urgência de ações preventivas e de adaptação.
A revelação desse engavetamento levanta preocupações sobre a falta de ação diante de informações cruciais sobre os impactos das mudanças climáticas, sublinhando a importância de políticas proativas para enfrentar os desafios ambientais e proteger as populações vulneráveis.




