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Fome assola comunidades ribeirinhas no Marajó e crianças sofrem com falta de merenda escolar 

Diante dessa realidade, o prefeito de Melgaço, Tico Viegas, reconhece as dificuldades enfrentadas, atribuindo a falta de merenda escolar à demora no repasse de verbas federais e à burocracia na realização de licitações.  - Com informações da Folha de São Paulo

A cidade de Melgaço, localizada no arquipélago do Marajó e com o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país, enfrenta uma crise alimentar que afeta diretamente as comunidades ribeirinhas. A falta de transporte, comida e até mesmo aulas tem agravado a situação de insegurança alimentar na região.

Em residências de madeira que se erguem sobre a várzea e à beira de rios, a fome se tornou uma realidade constante para muitas famílias. Apesar da cultura do açaí, da pesca do camarão e do auxílio do Bolsa Família, os recursos se mostram insuficientes para garantir uma alimentação adequada, especialmente para famílias numerosas.

A insegurança alimentar se estende também às escolas, onde crianças percorrem longas distâncias de barco para chegar até elas e frequentemente encontram salas de aula sem merenda. Muitas vezes, a alimentação oferecida se resume a bolachas de água e sal e suco ou mingau.

A falta de estrutura nas escolas é evidente, com sistemas de abastecimento de água que não funcionam, falta de bebedouros e freezer para armazenamento de alimentos. Em muitas escolas, a biblioteca foi desativada para dar espaço a salas de aula improvisadas.

Diante dessa realidade, o prefeito de Melgaço, Tico Viegas, reconhece as dificuldades enfrentadas, atribuindo a falta de merenda escolar à demora no repasse de verbas federais e à burocracia na realização de licitações.

Entretanto, a situação vai além da falta de alimentos. A precariedade nos serviços básicos, como a ausência de água encanada, coleta de esgoto e coleta de lixo, é uma realidade que afeta grande parte da população. Nas áreas urbanas, como no bairro Jardim Tropical, em Breves, famílias enfrentam condições precárias de moradia e falta de recursos para garantir uma alimentação adequada.

 


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