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Especulação imobiliária provoca fechamento de motéis tradicionais em Belo Horizonte

O setor de motéis em Belo Horizonte passa por um período de transformação marcado pelo avanço da especulação imobiliária. Nos últimos anos, estabelecimentos tradicionais da capital mineira encerraram as atividades, principalmente por estarem instalados em terrenos amplos e bem localizados, que se tornaram alvo do mercado da construção civil.

O caso mais recente é o do Motel Le Baron, que fechou as portas após 35 anos de funcionamento. Localizado na Avenida Delta, no bairro Dom Cabral, na região Noroeste da capital, o espaço dará lugar a um novo empreendimento imobiliário.

Outros motéis que também encerraram as atividades incluem o Forest Hills, às margens do Anel Rodoviário, e o Green Park, situado no limite entre Belo Horizonte e Sabará.


Terrenos mais valiosos que o negócio

Segundo Marcelo Augusto Campelo, diretor da Associação Brasileira de Motéis em Minas, pelo menos três fechamentos recentes estão diretamente ligados à valorização imobiliária das áreas.

“São motéis muito bem localizados, em terrenos grandes, o que torna esses imóveis extremamente atrativos para construtoras e grandes redes atacadistas. Em muitos casos, o imóvel passa a valer mais do que o próprio negócio”, afirma.

No caso do Le Baron, o potencial construtivo do terreno foi decisivo. A área deve receber uma torre com apartamentos e lojas no térreo, projeto considerado mais rentável que a manutenção da atividade original.

Além disso, o cenário econômico também pesa na decisão dos proprietários. “Com a taxa de juros alta, o retorno sobre o ganho de capital em uma venda acaba sendo muito grande. Isso influencia bastante”, explica Campelo.


A “nova motelaria”

Apesar dos fechamentos, o setor tenta se reinventar. De acordo com o diretor, o segmento vive o que chama de “nova motelaria”, marcada por modernização, profissionalização e diversificação dos serviços.

“Os motéis estão se transformando em verdadeiros spas urbanos, com suítes amplas, automação, arquitetura moderna e serviços personalizados”, diz.

Entre as inovações citadas estão experiências diferenciadas, como suítes voltadas para experiências fotográficas, eventos gastronômicos com chefs e até serviços exclusivos, como transporte personalizado.

Segundo Campelo, os estabelecimentos que investiram nesse novo modelo têm registrado aumento de público e de faturamento. “Os motéis que acompanharam essa transformação estão com fluxo crescente. Já os que ficaram presos ao modelo antigo acabam perdendo clientes”, conclui.

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