O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, e os ex-secretários Adalclever Lopes e Adriana Branco por improbidade administrativa. A acusação envolve a renovação de contrato com uma agência de publicidade, mediante a exigência de realização de uma pesquisa sobre a eleição estadual de 2022.
Segundo a denúncia, Kalil teria condicionado a renovação do contrato à realização de uma pesquisa para avaliar sua candidatura ao governo de Minas. A prática teria beneficiado o ex-prefeito pessoalmente e configurado improbidade administrativa. O MPMG pede a inelegibilidade dos denunciados e o ressarcimento de R$ 103,5 milhões aos cofres públicos.
O ex-secretário Adalclever Lopes teria intermediado as negociações para que a agência de publicidade realizasse a pesquisa eleitoral. Já Adriana Branco, então secretária de Comunicação, teria participado da condução do esquema. Outro denunciado é o publicitário Cacá Moreno, dono da agência envolvida, enquanto Alberto Lage, ex-secretário-adjunto, figura como testemunha após acordo com o Ministério Público.
Kalil nega as acusações e afirmou que recusou acordos com o MPMG por se considerar inocente. A agência de publicidade também se defendeu, alegando que nunca realizou pesquisas eleitorais.
O caso, que envolve um contrato de R$ 46 milhões anuais, continua a ser investigado, com espaço aberto para as partes citadas se manifestarem.
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