Belo Horizonte enfrenta uma grave crise no abastecimento de vacinas. Depois de meses sem a vacina contra a varicela (catapora), a cidade também viu seu estoque de imunizantes contra a Covid-19 se esgotar nesta semana. A Prefeitura de Belo Horizonte confirmou que os centros de saúde estão sem as duas vacinas, o que tem gerado preocupação, principalmente entre grupos vulneráveis.
A situação afeta não apenas a capital mineira, mas o país como um todo. A vacina contra varicela, em falta devido a desabastecimento mundial, tem previsão de normalização a partir de dezembro, com negociações internacionais em andamento. Já a falta da vacina contra a Covid-19 é atribuída a falhas na negociação e processos licitatórios, o que resultou em atraso no abastecimento.
Em 2024, Belo Horizonte recebeu apenas 32% das doses necessárias para atender à demanda de vacina contra varicela. Embora o município tenha recebido 18 mil doses no início do ano e mais 5 mil em julho e agosto, a demanda mensal é de 6.500 doses. A cidade também enfrenta a escassez da vacina contra a Covid-19, com o estoque zerado nesta semana.
A infectologista e epidemiologista Luana Araújo alertou para os riscos associados à falta de vacinas. A varicela, quando não tratada adequadamente, pode causar complicações graves, principalmente na vida adulta. Além disso, a baixa cobertura vacinal contra a Covid-19 coloca grupos vulneráveis sob risco, já que o vírus continua circulando livremente pelo país.
O Ministério da Saúde, por meio de nota, afirmou que não há falta de vacinas no país, mas reconheceu desafios pontuais na distribuição devido a problemas com fornecedores. A pasta destacou que uma nova remessa de vacinas contra a Covid-19 foi enviada a todos os estados em outubro, e que a falta da vacina contra varicela é consequência de questões globais de fornecimento. Além disso, o Ministério assegurou que novos lotes de vacinas estão previstos para regularizar o abastecimento.
Enquanto isso, a Prefeitura de Belo Horizonte aguarda o envio das vacinas e reforça que a responsabilidade sobre o abastecimento é do Ministério da Saúde, que realiza a distribuição por meio da Secretaria de Estado da Saúde.




