Dados do Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta sexta-feira (6), revelam que 10.829 pessoas em Minas Gerais vivem em domicílios improvisados. Desses, 40,3% (4.367) residem em tendas, barracas ou veículos, uma realidade que afeta diretamente milhares de famílias.
Cerca de 20% das pessoas em situação de moradia improvisada no estado são crianças entre 0 e 14 anos, totalizando 2.075 jovens. A maior parte, no entanto, é composta por adultos e idosos de 30 a 69 anos, somando 6.003 pessoas (55,4%).
As moradias improvisadas mais comuns no estado são tendas e barracas, onde vivem 4.235 pessoas, incluindo 954 crianças. Além disso, 4.073 pessoas moram em estabelecimentos em funcionamento, como prédios comerciais. O Censo também contabiliza 132 pessoas vivendo em veículos, 457 em estruturas improvisadas em espaços públicos e 770 em edifícios degradados ou inacabados.
Esses números não representam o total de pessoas em situação de rua, pois o levantamento do IBGE considera apenas aquelas que apontaram algum tipo de abrigo, ainda que improvisado. Indivíduos sem qualquer tipo de domicílio não foram contabilizados.
Minas Gerais concentra 6,75% das mais de 160 mil pessoas vivendo em moradias improvisadas no Brasil, ficando atrás de São Paulo (42.066) e Bahia (13.654).
Esses dados evidenciam a gravidade da crise habitacional no estado, especialmente entre as populações mais vulneráveis, e destacam a necessidade urgente de políticas públicas para enfrentar a precariedade dessas condições de vida.




