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Cineastas Publicam Manifesto Contra Ideologia Woke e Defendem Liberdade Artística no Brasil

Os cineastas Newton Cannito e Josias Teófilo, colunista da revista Crusoé, publicaram um manifesto criticando o que chamam de “domínio da ideologia woke” na arte e na cultura brasileira. O documento, intitulado “Pela liberdade de criação artística”, foi divulgado nesta segunda-feira (14 de outubro) e expressa preocupações com o impacto dessas ideias na liberdade de expressão artística no Brasil.

No manifesto, Cannito e Teófilo afirmam que, enquanto a ideologia woke estaria em declínio em outras partes do mundo, no Brasil ela continua influente, especialmente nas áreas de cultura e arte. Segundo eles, essa corrente de pensamento tem levado à censura e ao cancelamento de artistas e intelectuais que não seguem suas premissas. Entre os temas apontados no texto estão o politicamente correto, o identitarismo, a linguagem neutra e o que os autores descrevem como um preconceito crescente contra pessoas religiosas, especialmente cristãs, dentro do cenário artístico.

Os cineastas criticam o uso de critérios “woke” na distribuição de recursos públicos por órgãos como o Ministério da Cultura, Ancine e em editais de incentivo cultural, como a Lei Paulo Gustavo. Eles também denunciam a dificuldade de se produzir comédias populares devido ao que consideram um excesso de sensibilidade e cancelamentos no setor, com o humor sendo uma das principais vítimas da censura.

Outro ponto de crítica é o que os cineastas descrevem como um ódio ao passado e aos personagens históricos do Brasil, argumentando que a arte nacional tem sido afastada do público em razão dessas pressões ideológicas. Segundo o manifesto, isso teria resultado num distanciamento entre o público e as produções culturais, como cinema, televisão e teatro, que estariam cada vez mais desconectados do gosto popular.

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