Um estudo brasileiro desenvolvido pelo mastologista Henrique Lima Couto pode marcar um avanço significativo no diagnóstico e tratamento do câncer de mama, a principal causa de morte por câncer entre mulheres no Brasil. De acordo com o INCA, estima-se que o país registre 73.610 novos casos até 2025.
A inovação, apresentada no congresso da Sociedade Europeia de Imagem Mamária (EUSOBI), em Lisboa, em outubro, adapta uma técnica conhecida como Mamotomia, utilizada desde 1996 para biópsias diagnósticas. A grande novidade é a possibilidade de realizar diagnóstico e tratamento simultaneamente, permitindo uma abordagem mais rápida e menos invasiva para as pacientes.
Em andamento desde 2023, o estudo ocorre na clínica Redimama, em Belo Horizonte, e já beneficiou cerca de 50 mulheres, com resultados promissores. A técnica é indicada para lesões únicas de até 15 mm. De acordo com o pesquisador, a inovação reside na combinação da avaliação das margens com a Excisão Assistida à Vácuo, o que permite verificar se o tumor foi completamente removido, oferecendo a possibilidade de evitar a cirurgia tradicional. Até o momento, a técnica apresentou 100% de sucesso nas ressecções realizadas.
O procedimento reduz o tempo de diagnóstico e tratamento, que, em média, dura 23 minutos, além de diminuir significativamente os custos e melhorar a qualidade de vida das pacientes. Segundo Couto, a técnica tem o potencial de ser um divisor de águas na luta contra o câncer de mama, especialmente em um país com desafios no diagnóstico precoce.
Os resultados preliminares foram apresentados em maio no Simpósio Brasileiro de Câncer de Mama (BBCS) e serão detalhados durante o Breastmit 2024, em Belo Horizonte, evento que reúne especialistas de 13 países para discutir inovações em diagnóstico por imagem e tratamentos minimamente invasivos.
A técnica inédita traz esperança para um tratamento mais eficaz e acessível, alinhado com as tendências globais de redução de procedimentos invasivos e aumento da qualidade de vida para as pacientes.
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