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Violência contra a mulher em MG atinge principalmente vítimas em idade reprodutiva, aponta levantamento

Dados do sistema de saúde de Minas Gerais revelam um recorte preocupante sobre a violência contra a mulher no estado: 66,6% das vítimas atendidas entre 2010 e 2025 têm entre 16 e 40 anos — faixa considerada de idade reprodutiva. Ao todo, foram mais de 430 mil atendimentos no período, sendo cerca de 286 mil apenas nesse grupo etário.

As informações, extraídas do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, mostram ainda que mulheres entre 16 e 25 anos representam uma parcela significativa dos casos. Para especialistas, o dado está relacionado ao momento de maior autonomia feminina, com entrada no mercado de trabalho, ampliação da vida social e início da vida sexual.

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Outro dado alarmante é o local onde ocorrem as agressões: mais de 320 mil registros foram feitos dentro das próprias residências das vítimas. A violência doméstica, muitas vezes silenciosa, representa um dos maiores desafios para o sistema de justiça e de proteção social.

A violência sexual contra crianças também preocupa especialistas. De acordo com os dados, mais de 50% dos casos registrados atingem vítimas entre 0 e 15 anos. A pesquisadora Ludmila Ribeiro ressalta que, ao contrário do imaginário popular, a maior parte desses crimes não ocorre em espaços públicos, mas dentro de casa e em relações familiares.

Nesse cenário, o Sistema Único de Saúde desempenha papel fundamental. Além de acolher vítimas, o sistema de saúde muitas vezes é o primeiro a identificar sinais de violência que não chegam às autoridades policiais. Para a psicanalista Natália Marques, a capacitação das equipes de atendimento ao longo dos últimos anos tem sido essencial para reconhecer casos e encaminhar as vítimas à rede de proteção.

Apesar dos avanços, especialistas alertam para desafios persistentes, como o machismo estrutural ainda presente no atendimento público, que pode inibir denúncias. O enfrentamento da violência contra a mulher, segundo eles, depende de ações integradas entre saúde, justiça, educação e assistência social, além da conscientização da sociedade sobre a gravidade e a complexidade do problema.

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