A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) confirmou, nesta segunda-feira (14 de outubro), dois novos casos de infecção pelo superfungo Candida auris. Com isso, a cidade agora tem três pacientes diagnosticados com o fungo, enquanto outros 24 casos estão sendo investigados. As notificações em apuração referem-se a pessoas que tiveram contato com os infectados.
Os casos estão sendo monitorados pelo hospital João XXIII, na região Leste de Belo Horizonte, com apoio da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) e da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA). O primeiro caso na capital foi identificado no dia 28 de setembro em um paciente que já recebeu alta. Desde então, o hospital tem adotado medidas de controle para evitar a propagação, seguindo os protocolos sanitários para contenção da infecção.
Devido à alta transmissibilidade do Candida auris e sua capacidade de colonizar rapidamente o ambiente e a pele dos pacientes, medidas rigorosas, como uso de luvas, aventais e higienização constante, foram implementadas para proteger profissionais e outros pacientes.
O Candida auris é um fungo emergente, identificado pela primeira vez em 2009, no Japão, e reconhecido como uma ameaça global pela sua resistência a medicamentos. No Brasil, o primeiro caso foi registrado em Salvador, em 2020. O fungo é especialmente perigoso para pacientes imunocomprometidos e pode causar infecções invasivas graves, com taxas de mortalidade variando entre 29% e 53%, segundo a Organização Mundial da Saúde.
A investigação dos novos casos está em andamento, e o governo de Minas Gerais e a Fhemig foram questionados sobre o avanço das infecções, aguardando resposta.
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