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Desembargador revoga decisão de juíza e restabelece prisão de traficante capturado com 832 kg de cocaína

O desembargador Christiano Jorge, do Tribunal de Justiça de São Paulo, anulou a decisão de primeira instância que havia concedido liberdade provisória a Victor Gabriel Alves, um traficante flagrado com 832 kg de cocaína. Alves havia sido preso no dia 14 de outubro na Rodovia SP-270, próximo a Ourinhos, no interior de São Paulo, transportando a droga, avaliada em R$ 50 milhões, escondida entre pacotes de polenta.

Após sua prisão, Alves confessou à Polícia Federal em Marília que havia sido contratado por R$ 15 mil para transportar a cocaína de Londrina, no Paraná, até Diadema, na Região Metropolitana de São Paulo, um trajeto de aproximadamente 550 quilômetros.

Apesar da gravidade do crime, Alves, que não possui antecedentes criminais, foi liberado pela juíza da Vara Única da Comarca de Ipaussu durante a audiência de custódia, permitindo que ele aguardasse o desenrolar da investigação em liberdade. A decisão gerou grande repercussão e críticas, principalmente por parte do Ministério Público, que recorreu da decisão, e do secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite.

O desembargador acatou o recurso do Ministério Público e decretou a prisão preventiva de Alves, argumentando que a ausência de antecedentes criminais não deveria ser considerada uma garantia de liberdade. Segundo Christiano Jorge, é “incrível que um indivíduo a quem foram confiados 832 quilos de cocaína para transporte interestadual não tenha ligação com organizações criminosas ou esteja profundamente envolvido na cadeia de produção do tráfico de drogas”. Ele também ressaltou o perigo de evasão e obstrução da justiça caso o criminoso permanecesse solto.

A decisão de soltar Alves na audiência de custódia foi amplamente criticada. O secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, usou as redes sociais para expressar sua indignação, afirmando que era “inadmissível” libertar um criminoso capturado com quase 900 quilos de cocaína. Após a revogação da decisão pela Justiça, Derrite elogiou o desembargador, o Tribunal de Justiça e as forças policiais por terem rapidamente restabelecido a prisão do traficante.

Com a prisão preventiva decretada, Alves foi novamente detido, e o caso segue sob investigação. A ação foi vista como um reforço no combate ao tráfico de drogas e uma demonstração de rigor por parte da Justiça de São Paulo.


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