O prefeito reeleito Fuad Noman (PSD) justificou, nesta quarta-feira (6), o orçamento de R$ 49,9 milhões destinados à reforma administrativa proposta para a Prefeitura de Belo Horizonte. A iniciativa, que tramita na Câmara Municipal desde o final de outubro, prevê a criação de quatro novas secretarias e duas coordenadorias, com o objetivo de otimizar a estrutura governamental e melhorar a prestação de serviços.
Dentre as novas pastas previstas, estão as secretarias de Segurança Alimentar e Nutricional, Mobilidade Urbana, Administração Logística e Patrimonial, além de uma Secretaria Geral. De acordo com Fuad, a reforma busca solucionar a carência de pessoal em diversas áreas e melhorar a eficiência do atendimento à população. Ele destacou que “a contratação de servidores públicos é essencial para oferecer serviços eficientes” e criticou a gestão anterior, de Alexandre Kalil, pela eliminação de cargos que, segundo o atual prefeito, enfraqueceu setores como Saúde e Assistência Social.
O projeto de lei enviado à Câmara estima um impacto financeiro mensal de R$ 4,1 milhões para despesas com pessoal, respeitando os limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Além das novas secretarias, o plano inclui a criação de coordenadorias especiais para Vilas e Favelas e para Mudanças Climáticas, subordinadas diretamente ao gabinete do prefeito. Também está prevista uma décima regional para atender ao hipercentro da capital, elevando o número total de regionais de nove para dez.
Ao responder a críticas de que a reforma serviria para acomodar partidos aliados, Fuad rejeitou essa alegação, enfatizando que o objetivo é aprimorar a organização interna da prefeitura. “Quem disse que estou fazendo isso para acomodar partidos não entendeu nada do que foi feito”, afirmou o prefeito.
Fuad ressaltou que a nova Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional, hoje apenas uma subsecretaria “espremida” na estrutura da Assistência Social, ganhará mais autonomia e um orçamento próprio. Já a Secretaria de Mobilidade Urbana busca solucionar o impasse entre a BHTrans e a Superintendência de Mobilidade (Sumob), garantindo uma divisão clara entre o planejamento de trânsito e o transporte coletivo.
Para Fuad, a criação da Secretaria Geral permitirá uma centralização de documentos e funções administrativas, que atualmente se encontram espalhadas por diferentes pastas. Ele explicou que a medida visa dar mais “funcionalidade aos órgãos” sem criar novas estruturas do zero, mas sim reorganizar o que já existe.
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