O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou, nesta quarta-feira (6), um aumento de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros, levando a Selic para 11,25%. A decisão, que já era aguardada pelo mercado, marca a segunda alta deste ano e ocorre em um cenário de incertezas econômicas. A medida visa conter a inflação e manter a economia sob controle, mas desagrada os setores produtivos.
Após um período de cortes na taxa, que reduziu a Selic de 13,75% para 10,5% entre 2022 e 2023, o Copom retomou as altas em setembro, quando a taxa foi ajustada para 10,75%. Agora, com a elevação de 0,5 p.p., a Selic chega ao maior valor desde o ano passado.
A decisão do Copom ocorre na primeira reunião após a nomeação de Gabriel Galípolo como presidente do Banco Central, substituindo Roberto Campos Neto. A alta foi criticada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), que afirmou que a elevação da taxa prejudica a capacidade produtiva, desestimula investimentos e gera impactos negativos na competitividade e no crescimento econômico. A entidade pede uma abordagem “mais equilibrada” nas próximas reuniões para evitar desafios maiores para a indústria.
A Selic, que é usada como referência para as demais taxas de juros na economia, tem um papel crucial na política monetária do Banco Central. Ao aumentar a taxa, o BC visa controlar a inflação ao reduzir o consumo e estimular a poupança. No entanto, juros mais altos podem dificultar a expansão econômica, prejudicando investimentos e o crédito.
Com reuniões do Copom a cada 45 dias, o cenário de incerteza deve seguir, com novos ajustes nas políticas monetárias aguardados nos próximos meses.
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