O ex-vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos) se manifestou neste sábado (23) em seu canal no YouTube, criticando o indiciamento de militares pela Polícia Federal (PF) por suposta tentativa de golpe de Estado. Mourão classificou o plano como “sem pé nem cabeça” e ironizou a situação com uma referência aos grupos extremistas Hamas e Hezbollah:
“Devem estar rindo do terrorismo brasileiro.”
Para o senador, a iniciativa atribuída aos envolvidos carece de seriedade e preparo. Ele argumentou que um golpe real demandaria o apoio expressivo das Forças Armadas, citando exemplos históricos como o regime de Hugo Chávez na Venezuela.
Mourão questionou se planejar sem agir configura crime:
“Se meia dúzia de três ou quatro resolveram escrever bobagem, tudo bem. É crime escrever bobagem? Eu vejo crime quando você parte para a ação.”
O parlamentar também criticou o tempo gasto pela PF na investigação e os métodos usados:
“A Polícia Federal ficou dois anos ‘escarafunchando’ celular de todo mundo. A partir do momento que conversa de celular significar crime, estaremos enveredando por um caminho perigoso.”
Defesa de Anistia
Mourão defendeu a concessão de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, diferindo o ocorrido de crimes mais graves:
“O que ocorreu foi uma baderna, não um golpe. Não se pode colocar 17 anos de cadeia para quem escreveu na estátua da Justiça ‘perdeu, mané’.”
O ex-vice-presidente encerrou sua declaração cobrando mais critério da Procuradoria-Geral da República (PGR) em relação à vinculação dos casos ao ex-presidente Jair Bolsonaro:
“Há uma tentativa constante de imputar essa responsabilidade ao presidente Bolsonaro e a setores das Forças Armadas.”
A fala de Mourão reacende debates sobre os limites das investigações e a responsabilização de militares e civis em casos relacionados à democracia brasileira.
CLIQUE NO BANNER E ENTRE PRO NOSSO GRUPO
Para comentar as reportagens acesse; https://www.facebook.com/BHaovivoNews/ , https://x.com/Bhaovivonews e/ou https://www.threads.net/@bhaovivonews




