A estatal chinesa China Nonferrous Metal Mining Group (CNMC) adquiriu a totalidade da Mineração Taboca, responsável pela operação da Mina de Pitinga, localizada em Presidente Figueiredo (AM), por US$ 340 milhões (aproximadamente R$ 2 bilhões). A mina é um dos principais polos de produção de estanho do Brasil, contribuindo com quase 50% do total nacional, além de explorar metais estratégicos como urânio, tântalo, nióbio e cassiterita.
A Mineração Taboca registrou uma receita de R$ 1,4 bilhão em 2023, com a produção de 5,3 mil toneladas de estanho refinado, metal amplamente utilizado na indústria eletrônica, especialmente com o avanço da inteligência artificial. “Este novo momento é estratégico e constitui uma oportunidade de crescimento para a Taboca, permitindo acesso a novas tecnologias e maior competitividade”, declarou a empresa em nota.
A aquisição da mina marca a expansão chinesa em recursos estratégicos na Amazônia e reforça a presença da CNMC em mercados globais. A estatal chinesa, fundada em 1983, já opera minas em países como Zâmbia, Tailândia, Mongólia e Laos, focando na extração de metais essenciais para setores tecnológicos e de infraestrutura.
Metais Estratégicos
Além do estanho, a Mina de Pitinga contém minerais com alto valor industrial:
- Nióbio: usado em supercondutores e ligas de alta resistência, incluindo aplicações aeroespaciais.
- Urânio: combustível nuclear para geração de energia elétrica e produção de armas nucleares.
- Tântalo: componente-chave em capacitores eletrônicos e dispositivos médicos.
Desde 2008, a Mineração Taboca estava sob controle do grupo peruano Minsur. A recente compra pela CNMC reforça o apetite chinês por recursos naturais estratégicos, enquanto a presença de uma estatal gerenciada pelo governo chinês gera debates sobre os impactos dessa expansão na soberania e sustentabilidade da Amazônia.
A aquisição deve abrir novas discussões sobre o papel do Brasil no comércio global de minerais e o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental.
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