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Queda de avião brasileiro no Cazaquistão pode ter sido causada por míssil russo

A queda de um jato comercial Embraer E-190, operado pela Azerbaijan Airlines, no Cazaquistão, nesta quarta-feira (25), levanta suspeitas de ter sido causada por estilhaços de um míssil russo. O acidente, que deixou 38 mortos, ocorreu em um contexto de ataques de drones ucranianos na região, intensificando a possibilidade de envolvimento da defesa antiaérea da Rússia.

Rota e circunstâncias suspeitas

A aeronave seguia de Baku, no Azerbaijão, para Grozni, na Tchetchênia, e sobrevoava a região do Daguestão, ao norte do mar Cáspio. Registros mostram que o avião desapareceu antes de alcançar o destino, reaparecendo sobre o Cazaquistão. Lá, vídeos locais indicam dificuldades de controle, com o avião alternando subidas e descidas antes de tentar um pouso de emergência e explodir no solo.

Indícios de ataque

Imagens internas e externas do avião apontam para danos consistentes com estilhaços de explosão de míssil. Relatos de sobreviventes mencionam uma explosão externa enquanto o avião tentava pousar em Grozni. Especialistas consultados identificaram furos característicos de fragmentação na fuselagem do E-190, reforçando a hipótese de ataque por um sistema Pantsir-S1, usado pela defesa antiaérea russa.

Repercussão e investigação

O acidente ocorre em um cenário de tensões na região do Cáucaso, com relatos de atividade militar envolvendo drones ucranianos. A autoridade de aviação do Azerbaijão suspendeu voos no norte do Cáucaso e iniciou uma investigação para determinar a causa do desastre.

Comparações históricas

O caso remete ao voo da Malaysia Airlines abatido em 2014 sobre o leste da Ucrânia, quando um míssil antiaéreo russo Buk, supostamente operado por separatistas pró-Moscou, derrubou o Boeing-777, matando 298 pessoas. Assim como naquele episódio, as circunstâncias da queda do E-190 exigem uma análise rigorosa para esclarecer responsabilidades.

Enquanto isso, as famílias das vítimas aguardam respostas, e o mundo observa mais um capítulo sombrio na crise geopolítica da região.

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