Em 2024, o dólar apresentou uma valorização de 27,34% em relação ao real, a maior variação desde 2020, quando a moeda americana havia subido 28,9% devido à pandemia de Covid-19. O real teve um desempenho fraco frente à maioria das moedas, superando apenas o peso argentino, que registrou uma queda de 27,53% no ano.
O crescimento da moeda americana foi impulsionado pela crescente incerteza em relação ao compromisso do governo com o equilíbrio das contas públicas. A intervenção do Banco Central no mercado de câmbio, com a injeção de 32,5 bilhões de dólares (R$ 201,2 bilhões) no mercado, foi uma das principais tentativas de controle da alta. O BC também fez a maior venda de moeda à vista de sua história, injetando R$ 133,1 bilhões em dezembro.
Além das medidas fiscais do governo, como a isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil, que geraram desconfiança nos investidores, a pressão inflacionária e o aumento da taxa Selic também afetaram o mercado financeiro brasileiro. O Ibovespa, índice da Bolsa de Valores, perdeu 10,36% ao longo do ano, fechando 2024 aos 120.283 pontos, o pior desempenho desde 2021.
No último dia de negociação de 2024, o dólar fechou cotado a R$ 6,18, com uma leve queda de 0,21%, após um leilão de dólares do Banco Central no valor de R$ 11,2 bilhões.
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