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Senadores cobram acesso a inquérito do Banco Master no STF; Fachin intima Toffoli após pedido da PF

Enquanto o STF decide sobre o pedido de suspeição e mantém o inquérito sob sigilo, a CAE pressiona por maior transparência e pela convocação de Daniel Vorcaro para prestar esclarecimentos no Senado.

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado se reuniu nesta quarta-feira (11) com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, para solicitar acesso ao inquérito que investiga fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master, liquidado pelo Banco Central em 2025.

O presidente da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que o colegiado tem competência constitucional para fiscalizar o sistema financeiro nacional e defendeu a participação ativa do Senado na apuração dos fatos.

“Para que os trabalhos da comissão sejam produtivos, eu acho que a gente deveria começar a fase de depoimento ouvindo Vorcaro”, declarou Renan após o encontro.

O senador também informou que pretende dialogar com outros ministros do STF e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para reforçar o pedido de acesso às informações sob investigação.


📂 Inquérito está sob relatoria de Toffoli

No Supremo, o caso é relatado pelo ministro Dias Toffoli. A investigação ganhou novos desdobramentos nesta semana após a Polícia Federal encontrar menções ao nome do ministro no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O aparelho foi apreendido em novembro de 2025 durante a Operação Compliance Zero, mas a perícia só avançou após a quebra da criptografia. O conteúdo está sob sigilo.

Diante das descobertas, a PF solicitou ao presidente do STF a suspeição de Toffoli na relatoria do inquérito, sob argumento de possível conflito de interesse. Fachin determinou a intimação do ministro para que se manifeste formalmente.


🗣️ Defesa fala em “ilações”

Em nota, o gabinete de Toffoli afirmou que o pedido da PF se baseia em “ilações” e questionou a legitimidade da corporação para requerer sua suspeição.

“Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145 do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada ao presidente da Corte”, informou a assessoria.

A decisão final sobre eventual afastamento caberá a Fachin.


💰 Fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões

A Operação Compliance Zero apura a suposta concessão de créditos fictícios pelo Banco Master, além de irregularidades envolvendo a tentativa de venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB), banco público ligado ao governo do Distrito Federal.

Segundo as investigações, o volume das fraudes pode alcançar R$ 17 bilhões.

O caso também gerou repercussão política após reportagens apontarem investimentos de pessoas ligadas ao banco em empreendimento que pertenceria a familiares de Toffoli. O tema tem mobilizado parlamentares que defendem a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para aprofundar as apurações no Congresso.

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