Pela primeira vez em mais de um século, a Argentina encerra o ano com superávit fiscal, marcando uma virada histórica em sua economia. O presidente Javier Milei anunciou a conquista nesta sexta-feira (13), creditando o resultado ao rigoroso ajuste fiscal e à eliminação da emissão monetária para financiar o déficit.
“O déficit foi a raiz de todos os nossos males. Sem ele, não há dívida, emissão ou inflação”, afirmou Milei durante discurso comemorativo.
O maior ajuste fiscal da história
O superávit fiscal é resultado do maior ajuste já implementado na Argentina, que incluiu cortes em subsídios, redução de gastos públicos e uma reforma administrativa para aumentar a eficiência do Estado. Entre as principais medidas adotadas estão:
- Corte de subsídios: Redução em gastos com energia, transporte e outros serviços.
- Reforma do setor público: Extinção de ministérios e órgãos considerados redundantes.
- Controle social: Reavaliação de programas de assistência, com foco na eficiência e combate a fraudes.
- Zero emissão monetária: Fim da impressão de dinheiro para financiar despesas, reduzindo a inflação.
Da crise ao equilíbrio fiscal
Historicamente marcada por déficits crônicos, hiperinflação e calotes da dívida, a economia argentina enfrentou uma transformação radical sob o governo Milei. Em 2023, a emissão monetária representava 13% do PIB, impulsionando a inflação e deteriorando a economia. Com as novas políticas, a Argentina alcançou:
- Estabilização da inflação: Sem emissão de moeda, a pressão inflacionária diminuiu.
- Maior confiança do mercado: Investidores demonstraram interesse em financiar o país.
- Estabilidade cambial: O peso argentino apresentou menos volatilidade.
Impactos e desafios
Apesar do resultado positivo, o ajuste gerou fortes reações internas. A retirada de subsídios elevou custos no transporte e energia, atingindo famílias de baixa renda e provocando greves e protestos. Além disso, persistem desafios como o alto desemprego e a necessidade de diversificar a economia.
Analistas elogiam o superávit, mas alertam para a necessidade de sustentabilidade. A conquista histórica coloca a Argentina em uma nova rota, mas equilibrar estabilidade fiscal e crescimento econômico será o maior desafio de Milei nos próximos anos.
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