As tarifas dos ônibus metropolitanos da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) sofreram reajuste a partir desta sexta-feira (9). O aumento médio é de quase 9% e atinge linhas que atendem 34 municípios da Grande BH.
Com o reajuste, a passagem do ônibus que liga Esmeraldas a Belo Horizonte, por exemplo, subiu de R$ 10,35 para R$ 11,27, um acréscimo de quase R$ 1 por viagem.
Segundo a Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), o aumento está previsto nos contratos de concessão do transporte coletivo metropolitano e leva em consideração a inflação acumulada do período e os custos operacionais do serviço, como manutenção da frota, combustível e despesas com pessoal.
Críticas ao reajuste
Apesar da justificativa oficial, o reajuste tem sido alvo de críticas. O economista da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), Daniel Arruda, avalia que o percentual aplicado está acima do razoável quando comparado a outros indicadores econômicos.
“Esse número se descola de outros indicadores da economia. O IPCA acumulado na Região Metropolitana de Belo Horizonte foi de 3,8% até novembro do ano passado. Já o preço do diesel, que é um insumo importante para o transporte, subiu apenas 1,6% no período. Ou seja, o reajuste das passagens ficou bem acima do custo de vida da população”, explica.
Segundo Arruda, reajustes em torno de 6%, como os adotados em outras regiões metropolitanas em 2026, seriam mais compatíveis com o cenário econômico, mesmo considerando o aumento dos custos com mão de obra.
Impacto no bolso do usuário
Quem sente o efeito imediato do aumento é a população que depende diariamente do transporte coletivo. A auxiliar administrativa Valéria Ferreira Rodriguez, moradora de Esmeraldas, trabalha em Belo Horizonte e utiliza duas lotações e dois trechos de metrô todos os dias.
Com o novo valor das passagens, o gasto diário com transporte chega a quase R$ 35.
“Pesa porque o desconto aumenta, sobra menos no pagamento. Faz muita diferença no orçamento”, desabafa.
O reajuste reacende o debate sobre o custo do transporte público na Grande BH, especialmente para trabalhadores que vivem em cidades da região metropolitana e precisam se deslocar diariamente até a capital.
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