Uma ação conjunta entre o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Polícia Civil (PCMG) e Polícia Militar (PMMG) cumpriu 106 mandados de prisão, busca e apreensão nesta quarta-feira (27), desarticulando uma organização criminosa vinculada ao Terceiro Comando Puro (TCP). A operação, que envolveu mais de 180 agentes de segurança, concentrou-se no aglomerado Cabana do Pai Tomás, em Belo Horizonte, mas se estendeu a outras cidades de Minas e estados como Rio de Janeiro, Paraná e São Paulo.
Durante dois anos de investigações, autoridades identificaram a estrutura da facção no tráfico de drogas, posse ilegal de armas e lavagem de dinheiro. O TCP também utilizava estratégias como fornecimento de serviços de internet, ações assistenciais e apoio jurídico para consolidar sua influência.
Impacto financeiro e prisões
As ordens judiciais incluem o sequestro de R$ 345 milhões em bens e contas bancárias dos investigados. Até o momento, 14 pessoas foram presas, incluindo dez líderes da organização criminosa. Entre os alvos ainda foragidos está Rafael Carlos da Silva Ferreira, conhecido como “Paraíba”, apontado como um dos maiores traficantes de Minas Gerais.
Foram apreendidos 188 tabletes de maconha, armas de grosso calibre, incluindo um fuzil, e milhares de munições. Os celulares dos suspeitos deverão auxiliar na continuidade das investigações.
Postura firme das autoridades
O Tenente-coronel Flávio Santiago enfatizou o compromisso de impedir o domínio territorial do TCP em Minas. “Não permitiremos a implementação de milícias ou qualquer esquema que ameace nossas comunidades. A integração das forças de segurança é nossa prioridade”, afirmou.
Uma coletiva de imprensa foi agendada para detalhar os resultados da operação, que, segundo o Gaeco, desmantelou a alta cúpula do TCP em Minas Gerais.
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