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Servidores públicos são alvo de investigação por desvio de R$ 23 milhões da prefeitura de Betim

Dois servidores da Prefeitura de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, foram indiciados pela Polícia Federal (PF) por envolvimento em um esquema de corrupção que teria desviado R$ 23 milhões dos cofres públicos durante a pandemia de Covid-19. A investigação é parte da Operação Entre Amigos II, que apura a contratação fraudulenta de uma organização social de fachada, o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Social (IBDS).

Paulo Henrique Silva Maia, enfermeiro e ex-diretor de Planejamento da Secretaria de Saúde, e Márcia Menezes Corrêa Santos, ex-servidora aposentada, são acusados de facilitar a dispensa de licitação e a formalização de contratos ilegais para o IBDS, que administrava equipamentos de saúde voltados ao atendimento de pacientes com Covid-19.

Segundo a PF, Paulo Maia teria coordenado o esquema, recebendo cerca de R$ 660 mil por meio de contratos ilícitos. Márcia teria recebido aproximadamente R$ 77 mil em pagamentos vinculados ao esquema, além de apresentar documentos e atestados falsificados para legitimar a contratação do IBDS.

O delegado Felipe Baeta, responsável pela operação, afirmou que o IBDS utilizava fraudes documentais e superfaturamentos para desviar recursos em pelo menos três prefeituras mineiras. Ele destacou que Paulo Maia atuava como porta-voz do instituto, inclusive dando entrevistas à imprensa sobre a gestão de saúde.

Os indiciados responderão por corrupção passiva, fraudes em licitações e outros crimes relacionados. A administração direta da Prefeitura de Betim não teria conhecimento do esquema, segundo a PF. A defesa dos envolvidos e do IBDS não se manifestou até o momento.

A investigação segue, com indícios de que o IBDS pode ter cometido fraudes em outros municípios, ampliando o impacto financeiro do esquema.

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