Um bebê de 11 meses morreu neste sábado (31) em Belo Horizonte, e o pai da criança, de 22 anos, foi preso em flagrante, suspeito de maus-tratos. O caso é investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais e ocorreu após a criança dar entrada na UPA Oeste com lesões graves no crânio e, aparentemente, no pescoço, incompatíveis com a versão inicialmente apresentada pelo responsável.
De acordo com o boletim de ocorrência, o pai relatou que o bebê teria sofrido uma queda da cama enquanto ele se ausentou por alguns instantes para atender uma pessoa no portão da residência. Ao retornar, segundo o relato, encontrou a criança caída no chão e em convulsão.
No entanto, durante o atendimento médico e posteriormente no depoimento à polícia, os profissionais constataram que os ferimentos não condiziam com a narrativa, o que motivou um aprofundamento na apuração.
Versões contraditórias levantaram suspeita
Ao prestar novo depoimento, o pai apresentou uma segunda versão dos fatos. Ele afirmou que a criança chorava na cama, foi pega no colo e, ao sair do quarto, ele teria parado e colocado o bebê novamente sobre a cama. Nesse momento, segundo o relato, a criança teria se movimentado e caído.
Após a queda, o homem disse ter tentado reanimar o filho por cerca de dois minutos, sem sucesso. Em seguida, acionou a mãe da criança, que não estava em casa no momento.
A mãe, por sua vez, informou à polícia que correu para a residência ao ser avisada e acionou um primo, responsável por levar o bebê até a UPA Oeste.
Uma mulher que havia chamado o pai ao portão também prestou depoimento. Ela relatou que o suspeito aparentava estar tranquilo, enquanto, pouco depois, viu a mãe da criança correndo pela rua, nervosa e chorando.
Histórico de atendimentos médicos
Segundo registros da ocorrência, o bebê havia sido levado à UPA Oeste seis vezes, nas seguintes datas: 8 de abril, 24 de maio, 26 de junho, 31 de julho, 13 de novembro de 2025 e 31 de janeiro de 2026.
Com apenas quatro meses de vida, a criança sofreu um trauma que evoluiu para hidrocefalia, sendo necessária a realização de uma cirurgia para implantação de uma válvula no cérebro.
A mãe relatou à polícia que duas das idas à unidade de saúde foram motivadas por quedas. Em uma delas, a criança caiu no chão após a mãe cochilar enquanto a colocava para dormir, batendo a cabeça em uma quina de madeira. Em outra ocasião, o bebê teria sido puxado da cama por um irmão mais velho.
Acompanhamento do Conselho Tutelar
Devido ao histórico de traumas e atendimentos médicos recorrentes, a família já estava sendo acompanhada pelo Conselho Tutelar desde outubro.
O celular do pai foi apreendido para perícia, e ele permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil investiga o caso para esclarecer as circunstâncias da morte e apurar possíveis responsabilidades.
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