Caminhoneiros de diversas regiões do país voltaram a alertar o governo federal sobre a possibilidade de uma nova paralisação nacional nos próximos dias. A mobilização é motivada, principalmente, pela alta no preço do diesel e pela insatisfação com medidas recentes consideradas insuficientes pela categoria.
A articulação ganhou força após uma assembleia realizada no Porto de Santos, onde lideranças deram sinal verde para a organização do movimento. Ainda não há uma data definida, mas parte dos representantes defende o início da greve já nesta semana.
Medidas do governo não surtiram efeito, dizem motoristas
Na tentativa de conter os impactos da alta dos combustíveis, o governo anunciou recentemente um pacote que incluiu:
- Zeragem de PIS/Cofins sobre o diesel
- Criação de subsídios para reduzir preços nas bombas
- Reforço na fiscalização do setor
No entanto, logo após o anúncio, a Petrobras reajustou o valor do combustível, o que, segundo os caminhoneiros, anulou parte do alívio esperado.
Reclamações sobre preços e distribuição
A categoria também afirma que os benefícios não chegaram de forma efetiva ao consumidor final. Segundo lideranças, há grande variação de preços entre postos, o que levanta suspeitas sobre retenção de margens ao longo da cadeia de distribuição.
“O governo precisa fiscalizar distribuidoras e revendedoras de outra forma”, afirmou Wallace Landim, uma das principais vozes do movimento.
Pauta inclui ICMS, pedágios e frete
Além do preço do diesel, os caminhoneiros apresentam outras reivindicações:
- Redução coordenada do ICMS pelos estados
- Revisão de tarifas de pedágio
- Cumprimento do piso mínimo do frete
O movimento é liderado principalmente por caminhoneiros autônomos, mas pode ganhar adesão de outros segmentos do transporte, como motoristas de aplicativo e transporte escolar.
Negociação ainda em andamento
Apesar da ameaça de paralisação, representantes da categoria afirmam que ainda há espaço para diálogo. Um comunicado formal deve ser enviado ao Palácio do Planalto, enquanto seguem conversas com integrantes do governo, incluindo a Casa Civil.
Impacto pode ser amplo
Caso a greve se concretize, o impacto pode ser significativo em todo o país, afetando o abastecimento de combustíveis, alimentos e produtos industriais — cenário semelhante ao observado em paralisações anteriores.
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