Alejandro Toledo, ex-presidente do Peru, foi condenado a 20 anos de prisão por receber subornos da construtora Odebrecht, em mais um desdobramento internacional da operação Lava Jato. Toledo é o segundo ex-chefe de estado peruano a ser condenado, sucedendo Alberto Fujimori. Ele também é o segundo presidente sul-americano a ser sentenciado por corrupção, ao lado do atual presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. Toledo e Lula, inclusive, possuem uma relação de amizade.
Enquanto Toledo enfrenta a condenação, a situação de Lula no Brasil foi marcada por controvérsias judiciais. O Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil anulou as condenações de Lula sob alegações de que o julgamento foi realizado no local errado – Curitiba, ao invés de Brasília. Essa decisão provocou reações diversas, já que Lula havia cumprido mais de 500 dias de prisão após ser condenado por corrupção e lavagem de dinheiro em várias instâncias.
Assim como Lula, Toledo também teve um processo judicial extenso, utilizando todos os recursos de defesa disponíveis. No Brasil, Lula foi declarado culpado em diferentes instâncias, desde a 13ª Vara de Curitiba até o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Tribunal Regional Federal da 4ª Região.
A Odebrecht, envolvida em escândalos de suborno em vários países, mudou seu nome para Novonor na tentativa de se dissociar dos crimes. No entanto, muitos dos envolvidos na Lava Jato, como Lula, tiveram suas condenações anuladas por questões técnicas, o que resultou na extinção de suas penas.
STF arquiva ação de improbidade contra Geraldo Alckmin
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento de um processo de improbidade administrativa contra o vice-presidente Geraldo Alckmin. A ação investigava doações não declaradas de R$ 8,3 milhões da Odebrecht à campanha de Alckmin para o governo de São Paulo em 2014.
Marcos Monteiro, ex-secretário e tesoureiro de Alckmin, também era alvo da ação. No entanto, Toffoli decidiu pelo arquivamento ao constatar que as provas utilizadas, provenientes dos sistemas Drousys e MyWebDay da Odebrecht, já haviam sido invalidadas pelo STF em um processo anterior na Justiça Eleitoral.
O ministro argumentou que não havia base legal para prosseguir com o processo, encerrando definitivamente as acusações de improbidade.
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