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TCU investiga ‘Janjapalooza’ por suspeita de superfaturamento e uso indevido de recursos públicos

O Tribunal de Contas da União (TCU) deu início a uma investigação para apurar possíveis irregularidades no uso de recursos públicos no Festival Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, apelidado de ‘Janjapalooza’. A ação foi motivada por uma representação do deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS), que questiona os R$ 33,5 milhões destinados ao evento. Segundo Sanderson, há indícios de superfaturamento e de violação aos princípios da moralidade pública.

Denúncia Baseada em Reportagem e Patrocínios Públicos

A representação do deputado baseia-se em uma matéria da Revista Oeste, que revelou que o governo alocou R$ 870 mil para o cachê dos 29 artistas que se apresentaram no festival, realizado durante a Cúpula do G20, no Rio de Janeiro. Além do gasto federal, estatais como Itaipu Binacional e Petrobras também destinaram recursos expressivos: R$ 15 milhões e R$ 18,5 milhões, respectivamente, o que, de acordo com Sanderson, supera em muito o valor médio dos demais patrocinadores, que foi de R$ 100 mil.

Crítica à Gestão dos Recursos Públicos em Contexto de Crise

Na denúncia, Sanderson enfatiza que a crise econômica exige austeridade, e argumenta que o alto investimento em um evento artístico pode ser interpretado como uma violação dos princípios de moralidade e eficiência na administração pública. Ele questiona a destinação de quantias expressivas para apresentações culturais, especialmente em um evento cujo objetivo seria o combate à fome e à pobreza.

“Diante de uma crise econômica que assola o país, exigindo, inclusive, corte de gastos e medidas de austeridade fiscal, não é factível o dispêndio de recursos públicos para a promoção de shows artísticos sem correlação direta com o objeto do evento”, disse Sanderson.

Procedimentos do TCU

O TCU, agora responsável por avaliar a legalidade dos gastos, analisará a proporcionalidade e a adequação das despesas feitas com recursos públicos e investigará possíveis casos de superfaturamento, especialmente em relação ao aporte financeiro das estatais. A expectativa é de que o tribunal garanta a transparência e a correta aplicação do dinheiro público, fornecendo esclarecimentos sobre a viabilidade e os objetivos dos altos investimentos no festival.

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