As despesas com pessoal do governo federal alcançaram um recorde histórico de R$ 382,2 bilhões nos 12 meses encerrados em outubro de 2024, conforme o Painel Estatístico de Pessoal. Esse valor, ajustado pela inflação, representa um aumento real de 8% em relação ao mesmo período de 2023 e reflete um dos maiores desafios do governo Lula no controle das contas públicas.
Atualmente, o governo conta com cerca de 1,2 milhão de servidores, dos quais 47,1% estão na ativa, 32,9% são aposentados e o restante recebe pensões. A despesa média por servidor cresceu 7,7% em um ano, impulsionada por reajustes salariais e benefícios.
Supersalários e “penduricalhos” sob escrutínio
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, criticou os chamados “supersalários”, que ultrapassam o teto constitucional de R$ 41.650, e classificou as práticas como “ilegais e imorais”. Apesar das críticas, o uso de verbas indenizatórias, que estão fora do teto e incluem benefícios como auxílios e gratificações, continua contribuindo para o aumento dos custos. Um projeto de lei em discussão visa regularizar essas práticas, mas poderá limitar as economias previstas em até R$ 4 bilhões.
Impactos fiscais e reforma administrativa
Desde maio, as contas do governo registram déficits primários recorrentes, indicando a necessidade de equilibrar receitas e despesas, sem considerar os juros da dívida pública. No entanto, medidas como o reajuste de 9% concedido ao funcionalismo público em 2023 e a proposta de aumento de até 30% para cargos comissionados elevam ainda mais os gastos.
O recorde nos custos com pessoal reforça a urgência de uma reforma administrativa ampla. Sem medidas efetivas, a sustentabilidade da política orçamentária brasileira permanece em risco, enquanto os desafios fiscais se tornam cada vez mais complexos.
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