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“Lula e a Aposta Perdida: A Frustração com Maduro e o Avanço de Trump na América do Sul”

Em um artigo publicado na Revista Veja, o jornalista José Casado aponta um cenário irônico e melancólico em relação à política externa do governo Lula, principalmente no que diz respeito à Venezuela e seu apoio tácito à ditadura de Nicolás Maduro. Casado descreve o contraste entre o discurso de Lula sobre a democracia no Brasil e o suporte implícito à perpetuação de uma cleptocracia na Venezuela, um regime marcado por violações de direitos humanos, prisões, torturas e o extermínio de adversários políticos.

Lula, no início de seu governo, havia buscado criar uma relação diplomática com Maduro, oferecendo-lhe uma recepção calorosa no Palácio do Planalto. Essa aproximação tinha dois objetivos: romper o isolamento internacional de Maduro e promover a ideia de uma América do Sul como território de influência brasileira, principalmente nas relações com os Estados Unidos. O conselheiro de Lula, Celso Amorim, foi claro em afirmar que o Brasil deveria ser visto como um player importante para os EUA.

No entanto, o desfecho dessa aproximação foi um completo fracasso. Maduro, ao perceber a ascensão da oposição, não hesitou em ameaçar uma invasão armada à Guiana, o que levou os EUA a responder rapidamente, convertendo a área da Amazônia guianense em uma espécie de protetorado, com presença militar. O governo Lula, embora tenha se mobilizado, não conseguiu reverter a situação. Além disso, Maduro, para consolidar sua posição, insinuou um “banho de sangue” caso fosse derrotado nas eleições, e Lula, ao tentar suavizar a situação, minimizou as fraudes eleitorais que marcam o regime venezuelano. Sua justificativa, de que o conceito de democracia é relativo, gerou controvérsias, especialmente diante de um cenário de repressão e manipulação política.

A relação entre Lula e a cleptocracia venezuelana tem raízes profundas, como o apoio de Lula à reeleição de Hugo Chávez no início do século e sua atuação para eleger Maduro como sucessor. Além disso, a empreiteira Odebrecht, envolvida em escândalos de corrupção, foi uma das principais financiadoras das campanhas de Chávez e Maduro, garantindo grandes contratos, em troca de pagamentos milionários. Esse tipo de aliança favoreceu o regime venezuelano, mas também expôs os vínculos de Lula com práticas ilícitas e ilegais, com a dívida do governo venezuelano com o Brasil superando 1,7 bilhão de dólares.

Casado argumenta que, ao apoiar Maduro e não reagir adequadamente às acusações de fraudes e violações dos direitos humanos na Venezuela, Lula fragilizou sua liderança na América do Sul, abrindo espaço para o fortalecimento de Donald Trump na região. A política externa brasileira de Lula, ao se distanciar dos princípios democráticos e humanitários, contribuiu para a ascensão de um discurso polarizador e divisivo de Trump, cujas ações são frequentemente descritas como “dividir para governar”.

Em suma, o artigo de José Casado aponta que o fracasso da diplomacia de Lula em relação à Venezuela resultou em uma perda estratégica para o Brasil, além de abrir um vácuo de liderança na América do Sul, que foi prontamente preenchido pelas políticas de Trump.

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