O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) anunciou que apresentará um requerimento na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados para convocar o perito Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para prestar depoimento sobre sua atuação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e as recentes mensagens reveladas pela Polícia Federal (PF).
O parlamentar mineiro reagiu às conversas extraídas do celular de Tagliaferro durante uma investigação sobre violação de sigilo funcional. Nos diálogos, o perito expressa temor pela própria vida e sugere que poderia revelar segredos sensíveis sobre os bastidores do TSE. “Se eu falar algo, o Ministro me mata ou me prende”, escreveu Tagliaferro à esposa. Ele também afirmou ter vontade de “contar tudo de Brasília” e descreveu Moraes como um risco direto à sua segurança.
Tagliaferro atuava na Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE, setor responsável por monitorar redes sociais e subsidiar decisões de retirada de conteúdos e suspensão de perfis — medidas frequentemente voltadas a críticos do ministro Moraes.
A defesa do ex-assessor nega qualquer irregularidade, afirmando que ele sempre agiu com “ética, sigilo e lealdade”. Ainda assim, a Polícia Federal o indiciou por violação de sigilo funcional, crime com pena prevista de dois a seis anos de prisão.
A pressão política aumentou após a publicação das mensagens pela Gazeta do Povo. Parlamentares da oposição classificaram os trechos como “estarrecedores” e denunciaram suposto “clima de medo dentro das instituições”. A vice-líder da minoria na Câmara, Bia Kicis (PL-DF), defendeu investigação imediata sobre os métodos utilizados no TSE.
No Senado, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) pediu urgência na realização da audiência já aprovada pela Comissão de Segurança Pública com a presença de Tagliaferro e do próprio Alexandre de Moraes. O senador afirmou que o caso “tem potencial de balançar a República” e criticou a falta de atenção da grande imprensa e de instituições ao episódio.
A polêmica ganhou novos contornos com a divulgação de vídeos em que Tagliaferro conversa com o jornalista exilado Oswaldo Eustáquio, demonstrando interesse em buscar asilo na Espanha. Apesar da negativa do ex-assessor, arquivos acessados pela Gazeta do Povo confirmam o diálogo.
A retirada dos arquivos do site da PF, que ficaram disponíveis publicamente por quase duas semanas, também levantou questionamentos sobre a transparência da investigação.
Agora, com a pressão crescente no Congresso e o requerimento de Nikolas Ferreira em tramitação, os próximos dias podem trazer novos desdobramentos sobre o funcionamento da máquina de censura digital e os bastidores da alta cúpula do Judiciário.
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