A Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) anunciou neste sábado (13) o cancelamento do espetáculo “Brasil: Pecado Capital”, do escritor e jornalista Eduardo Bueno, conhecido como Peninha. O evento, que ocorreria no domingo (14) no campus da universidade, foi suspenso após declarações polêmicas de Bueno sobre o assassinato do ativista conservador norte-americano Charlie Kirk.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Peninha afirmou que “era terrível um ativista ser morto por ideias, exceto quando é Charlie Kirk” e acrescentou que a morte teria sido “boa para suas filhas”. As falas geraram forte reação negativa e levaram a universidade a rescindir o contrato de locação do espaço.
Universidade repudia manifestações contra a vida
Em nota oficial, a PUC-RS esclareceu que a apresentação não integrava sua programação acadêmica, mas ocorreria em um local alugado dentro do campus. A instituição reforçou que “repudia qualquer manifestação que desrespeite a vida e a dignidade humana” e reiterou seu compromisso com a liberdade de expressão, “desde que não haja estímulo à violência”.
Repercussão política e diplomática
As declarações de Peninha tiveram repercussão imediata no meio político. O vereador de Porto Alegre Ramiro Rosário (Novo) e o deputado estadual Felipe Camozzato (Novo-RS) enviaram um ofício ao Consulado dos Estados Unidos em Porto Alegre solicitando providências contra o escritor. No documento, os parlamentares citaram ainda um comentário feito por Bueno no dia do homicídio de Kirk, em que ele ironizou que uma de suas filhas, residente em Austin (Texas), “poderia cometer um atentado”.
Para os parlamentares, a fala extrapola os limites do debate político e representa um “risco à segurança diplomática”. Eles também lembraram que o escritor já admitiu ter atirado pedras contra veículos de manifestantes conservadores em Porto Alegre. “Sua combinação de radicalismo político, celebração da morte de líderes conservadores e incitação direta à violência constitui uma ameaça à segurança de cidadãos brasileiros, americanos e às missões diplomáticas instaladas em nosso país”, afirmaram no ofício.
Retratação parcial
Diante da repercussão, Eduardo Bueno publicou um novo vídeo em suas redes sociais. Ele reconheceu ter cometido um “deslize” influenciado pelo ambiente das redes e lamentou ter alimentado a polêmica, que segundo ele teria servido como “cortina de fumaça” para a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Apesar de admitir “excessos” em suas falas, Peninha reiterou críticas a políticos da direita, disse que a maioria dos comentários recebidos foi “desprezível” e afirmou que o cancelamento do espetáculo na PUC-RS ocorreu “em comum acordo”.
Outros casos no país
O episódio envolvendo Peninha soma-se a outras medidas recentes contra manifestações de apologia à violência política no Brasil. Em São Paulo, um músico do Theatro Municipal pode perder o emprego após chamar Kirk de “neonazista”. No Ceará, o deputado André Fernandes (PL) anunciou que a Polícia Militar vai apurar um agente que escreveu nas redes sociais: “Mataram o Nikolas Ferreira dos EUA, agora falta saber quando o daqui tbm vai…”.
Especialistas em comunicação política destacam que episódios como esses sinalizam um endurecimento institucional contra discursos de ódio e comemoração de atos de violência, em meio ao aumento da polarização política no Brasil.
O discurso de ódio e a prática de ódio: a escalada contra conservadores no mundo
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