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São Paulo investiga cinco mortes ligadas a bebidas adulteradas com metanol; operação em Americana fecha fábrica clandestina

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, confirmou nesta terça-feira (30) que o estado já contabiliza cinco mortes suspeitas de intoxicação por bebidas alcoólicas adulteradas com metanol. Uma delas foi confirmada, enquanto outras quatro seguem em investigação.

Segundo o governador, são 22 casos registrados até agora, entre suspeitos e confirmados, sendo 17 ainda em análise. “São quatro pessoas da cidade de São Paulo e uma pessoa que faleceu em São Bernardo do Campo, mas que provavelmente consumiu a bebida aqui na cidade”, detalhou.

Confronto às fábricas clandestinas

Na manhã desta terça (30), uma operação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) fechou uma fábrica clandestina de bebidas em Americana, no interior do estado, onde duas pessoas foram presas. Nos imóveis vistoriados, a polícia encontrou:

  • garrafas de uísque, gim e vodca adulterados;
  • rótulos falsificados de marcas conhecidas;
  • garrafas vazias;
  • bombonas com líquidos não identificados;
  • uma linha de montagem para o envasamento irregular.

Ao todo, 17.790 produtos foram apreendidos. O material passará por perícia. Apesar da gravidade da descoberta, a polícia informou que não foi encontrado metanol no local e que não há, até o momento, ligação direta da fábrica com as mortes em investigação.

Os presos vão responder por crimes contra a saúde pública, propriedade material e relações de consumo.

Risco ampliado e alerta ao setor de bares e restaurantes

O caso acendeu o alerta em todo o Brasil. Em Minas Gerais, a Abrasel-MG (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) orientou os mais de 71 mil estabelecimentos do estado a redobrarem os cuidados na compra de bebidas, diante do risco de entrada de produtos adulterados no mercado.

Já a Fhoresp (Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo) voltou a cobrar medidas mais rigorosas contra a falsificação. Segundo a entidade, 36% das bebidas comercializadas no Brasil são adulteradas, com destaque para vinhos e destilados. O dado mais alarmante é que uma em cada cinco garrafas de vodca vendidas no país seria falsificada.

Metanol: o perigo invisível

O metanol é uma substância altamente tóxica, sem cheiro e incolor, utilizada principalmente como solvente industrial e combustível. No organismo humano, pode causar cegueira, falência de órgãos e morte, mesmo em pequenas quantidades.

As análises periciais conduzidas em São Paulo já confirmaram a presença de metanol em amostras de bebidas recolhidas em diferentes pontos de venda.

Próximos passos

O governo paulista garantiu que haverá fechamentos cautelares de estabelecimentos para permitir o rastreamento da origem das bebidas. O Ministério Público e órgãos de vigilância sanitária também foram acionados para intensificar a fiscalização.

“A prioridade é proteger a saúde pública e evitar novas vítimas”, ressaltou Tarcísio, que descartou a participação do PCC em um suposto esquema de falsificação de bebidas alcoólicas.

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