A Procuradoria da República no Distrito Federal recorreu da decisão judicial que reduziu a multa prevista no acordo de leniência firmado pelo Grupo J&F, controlado pelos irmãos Joesley e Wesley Batista. O Ministério Público Federal (MPF) tenta reverter o entendimento e manter o valor original da penalidade, fixada em R$ 10,3 bilhões.
No recurso, a Procuradoria sustenta que a J&F aderiu voluntariamente ao acordo como estratégia jurídica para encerrar investigações e garantir a continuidade de suas atividades econômicas. Segundo o MPF, não há fundamento legal para revisar o termo sob alegação de coação, uma vez que o prazo para questionamentos teria expirado em 5 de junho de 2021, quatro anos após a assinatura do acordo.
Acordo envolve cinco grandes operações
O acordo de leniência foi celebrado após desdobramentos de cinco grandes operações policiais: Greenfield, Sepsis, Cui Bono, Bullish e Carne Fraca. Pelo compromisso, a J&F se obrigou a pagar a multa de forma parcelada ao longo de 25 anos, além de colaborar com as investigações e ressarcir prejuízos causados a fundos de pensão e outras instituições.
Para o MPF, a empresa tinha pleno conhecimento das cláusulas e assumiu conscientemente os riscos e benefícios da leniência, não cabendo revisão posterior do valor pactuado.
Decisão judicial reduziu valor da penalidade
A controvérsia teve início após decisão do juiz Antonio Claudio, que determinou a revisão da multa. O magistrado entendeu que o cálculo deveria considerar apenas o faturamento nacional da J&F, excluindo receitas obtidas no exterior.
Além disso, a decisão prevê o abatimento de US$ 128 milhões já pagos ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos, relativos aos mesmos fatos investigados no Brasil.
Divergência sobre capacidade econômica
O MPF defende que o valor original foi calculado com base no faturamento global do grupo, justamente para refletir sua real capacidade econômica e assegurar um ressarcimento proporcional aos danos causados.
Já a J&F classifica a multa como excessiva e argumenta que o montante extrapola parâmetros razoáveis. Na decisão, o juiz reconheceu que a manutenção do valor integral poderia representar risco de falência, mesmo com o pagamento diluído em 25 anos.
Possível devolução de valores
Estimativas apresentadas pela própria empresa indicam que, com o novo critério, a multa poderia cair para cerca de R$ 1 bilhão. Desde 2017, a J&F afirma já ter pago aproximadamente R$ 2,9 bilhões.
Caso a redução seja mantida, o grupo poderá solicitar a devolução dos valores pagos a mais. Uma eventual decisão nesse sentido seria considerada inédita no Brasil, ao obrigar a União a restituir recursos pagos em acordo de leniência.
O recurso do MPF agora será analisado por instâncias superiores, que irão decidir se a multa bilionária será mantida ou se a revisão do valor se tornará definitiva.
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