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MST inicia “Abril Vermelho” com 11 invasões em cinco estados e pressiona governo Lula

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) deu início neste fim de semana à sua tradicional jornada de mobilizações conhecida como “Abril Vermelho”, com a ocupação de 11 propriedades rurais em cinco estados brasileiros: Minas Gerais, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e São Paulo.

Segundo o próprio movimento, as ações ocorreram entre o sábado (5) e a noite de domingo (6) e têm como objetivo pressionar o governo federal a acelerar a política de reforma agrária no país. Em Petrolina (PE), cerca de 400 famílias invadiram uma área de aproximadamente 500 hectares, considerada improdutiva pelos manifestantes. Eles alegam que o local está abandonado há mais de 20 anos, sem acesso a água ou energia elétrica, e já estaria em processo de desapropriação.

Pressão por assentamentos

O MST tem cobrado mais rapidez na regularização de terras e no assentamento de cerca de 100 mil famílias que ainda vivem em acampamentos em todo o país. Em janeiro deste ano, o movimento publicou uma carta com exigências ao governo, pedindo providências urgentes para a retomada das desapropriações de terras improdutivas.

Resposta do governo

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, afirmou no último sábado que o governo federal já retomou políticas de reforma agrária abandonadas em gestões anteriores. Segundo ele, a meta é assentar 60 mil famílias até o fim do atual mandato do presidente Lula. Em evento no Assentamento Egídio Brunetto I, em São Paulo, Teixeira reforçou o compromisso com a pauta da reforma agrária.

A secretária executiva da pasta, Fernanda Machiavelli, também declarou que só em 2025, o objetivo é assentar 29 mil famílias — número que, segundo ela, não é alcançado desde 1998. “Estamos falando de uma retomada radical da reforma agrária”, destacou.

Críticas internas ao ministro

Apesar dos anúncios, lideranças do MST demonstram insatisfação com a lentidão no cumprimento das metas e chegaram a defender publicamente a substituição de Paulo Teixeira no comando do ministério. Nos bastidores, o nome do ministro é debatido em uma possível reforma ministerial, diante da crescente pressão por resultados concretos.

As ações do “Abril Vermelho” devem continuar ao longo do mês, e o movimento promete novas ocupações e manifestações em diversas regiões do país.

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