De acordo com a Polícia Militar, testemunhas relataram que o autor seria um homem branco, de cabelo preto, cerca de 40 anos e estatura mediana. Após a ação, ele ainda teria arremessado as latas de spray para dentro do cemitério. As câmeras de segurança registraram toda a cena, e as imagens foram entregues à PM. O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que investiga a ocorrência. Até este sábado (16), ninguém havia sido preso.
Repúdio da comunidade judaica
A Federação Israelita do Estado de Minas Gerais (Fisemg) divulgou nota de repúdio, classificando o ato como covarde e ofensivo não apenas à comunidade judaica, mas à sociedade como um todo.
“Este ato covarde atinge não apenas a comunidade judaica, mas todos que defendem a liberdade religiosa, a convivência pacífica e o respeito entre os povos. Não podemos tolerar manifestações de ódio, preconceito e intolerância. O antissemitismo é crime, e combatê-lo é dever de toda a sociedade”, declarou a entidade.
Crescimento do antissemitismo no Brasil
O episódio em Belo Horizonte ocorre em um momento de crescimento expressivo dos casos de antissemitismo no Brasil.
Segundo a Confederação Israelita do Brasil (Conib), entre 2022 e 2024 houve um aumento de 350% nas denúncias de intolerância contra judeus no país. Em 2024, 73% dos ataques ocorreram em ambiente digital, especialmente no X (antigo Twitter) e no Instagram. Casos de vandalismo, como pichações e agressões simbólicas, também se multiplicaram.
A Federação Israelita de São Paulo (Fisesp) aponta ainda que, após as falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comparando a reação de Israel ao Hamas com o Holocausto nazista, as denúncias de antissemitismo cresceram 236% em poucos dias. Para lideranças judaicas, esse discurso contribui para a banalização do termo “genocídio” e serve de combustível para manifestações de ódio.
Contexto internacional
Desde os ataques do Hamas a Israel, em outubro de 2023, seguidos da resposta militar israelense em Gaza, especialistas observam um forte crescimento do antissionismo que se confunde com antissemitismo em diversos países, inclusive no Brasil. Casos de vandalismo, discursos de ódio em redes sociais e agressões em ambientes escolares e universitários têm sido relatados com frequência.
Autoridades acompanham o caso em Minas
A Polícia Civil de Minas Gerais informou que investiga o crime em Belo Horizonte e trabalha para identificar e responsabilizar o autor.
A Fisemg reforça que está em contato com as autoridades e cobra medidas mais duras contra esse tipo de ato. O episódio acende um alerta para a necessidade de monitoramento de grupos extremistas e de campanhas de conscientização contra o discurso de ódio.
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