Cirurgiões dentistas reivindicam reconhecimento para realizar cirurgias estéticas faciais, alegando preparo técnico e legal, enquanto representantes de entidades médicas criticam a proposta, alertando para riscos à segurança dos pacientes. A discussão ocorreu em audiência pública da Comissão de Saúde da ALMG, nesta quinta-feira (25/9), solicitada pelo deputado Lincoln Drumond (PL).
O presidente do Conselho Regional de Odontologia de Minas Gerais (CRO-MG), Raphael Mota, defendeu que os dentistas possuem formação adequada para procedimentos estéticos faciais e que já realizam cirurgias corretivas de traumas, mutilações por câncer de cabeça e pescoço e reconstruções faciais em crianças com lábio leporino. Segundo ele, o Conselho Federal de Odontologia ainda não definiu oficialmente a ampliação da área, mas há expectativa por parte dos profissionais.
Especialistas ressaltaram que a Odontologia é regulamentada pela Lei Federal 5.081/1966, que permite atuação em qualquer área aprendida na graduação e pós-graduação, incluindo cabeça e pescoço. No entanto, levantou-se a necessidade de normatização rigorosa para garantir segurança, capacitação e responsabilidade nos procedimentos estéticos.
O cirurgião bucomaxilofacial Sandro Santana destacou a complexidade e o alcance dos procedimentos já realizados por dentistas, desde extrações até cirurgias para tumores e traumas faciais. A professora da UFMG Antônio Luis Neto reforçou que o conhecimento em anatomia facial é parte do preparo do dentista.
Do outro lado, médicos alertaram para os riscos de ampliar a atuação dos dentistas em cirurgias estéticas. Vagner Rocha, diretor do Denade, enfatizou que a formação em cirurgia plástica demanda anos de especialização e milhares de horas de estudo, e que flexibilizar a lei poderia gerar maior número de sequelas e complicações. Kennedy Rossi, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica em Minas Gerais, citou casos de necrose de nariz e lábio e até cegueira, destacando que denúncias vêm aumentando nos últimos anos.
Para os médicos, permitir que dentistas avancem na harmonização e cirurgias faciais sem regulamentação clara representa risco à população e invasão de atribuições da Medicina. O advogado Henrique Naves também alertou que procedimentos estéticos faciais estão sendo realizados sem amparo legal, reforçando a controvérsia.
A audiência evidenciou um conflito entre a expansão das atribuições da Odontologia e a defesa da segurança do paciente, com debate sobre limites legais, capacitação e fiscalização.
Leia mais: Dentistas pleiteiam ampliação de cirurgias estéticas faciais, mas médicos se posicionam contraAcidente Assassinato Belo Horizonte Betim BR-040 BR-116 BR-251 BR-262 BR-365 BR-381 Contagem Corpo de Bombeiros Crime Cruzeiro Divinópolis Governador Valadares Grande BH Ibirité Ipatinga Itabira João Monlevade Juiz de Fora Lula Minas Gerais Montes Claros Nova Lima Patos de Minas Polícia Civil Polícia Federal Polícia Militar Polícia Militar Rodoviária Polícia Rodoviária Federal Previsão do Tempo Ribeirão das Neves Sabará Samu Santa Luzia Sete Lagoas Triângulo Mineiro Tráfico Uberaba Uberlândia Vale do Rio Doce Vespasiano Zona da Mata mineira




