O verão em Minas Gerais, marcado por altas temperaturas e período de férias, tem levado milhares de pessoas a buscar alívio em rios, lagos, represas e cachoeiras espalhados pelo estado. No entanto, o lazer em águas naturais vem acompanhado de um risco crescente. Dados do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) apontam que as mortes por afogamento aumentaram 18% no estado até novembro de 2025, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
De janeiro a novembro de 2025, 246 pessoas morreram afogadas em Minas, contra 209 em 2024. Apenas entre 2022 e 2024, o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, registrou 605 mortes por afogamento em águas naturais no estado. Os meses mais críticos são justamente os do verão: janeiro, fevereiro e março.
Cachoeiras lideram ocorrências
Segundo o CBMMG, a maioria dos atendimentos de salvamento aquático entre 2022 e 2025 esteve relacionada a cachoeiras, ambientes que concentram múltiplos riscos. Além da força da água, há perigos de quedas, escorregões, choques contra pedras e mergulhos em locais rasos.
“Na cachoeira, muitas vezes a pessoa cai, bate a cabeça, perde a consciência e acaba se afogando. Há ainda quem tente selfies em locais perigosos ou saltos mais ousados”, alerta o tenente Henrique Barcellos, porta-voz do Corpo de Bombeiros.
Regiões turísticas como Serra do Cipó e Serra do Gandarela exigem atenção redobrada, especialmente durante as férias, quando recebem visitantes sem familiaridade com trilhas e cursos d’água.
Quem são as principais vítimas
O levantamento mostra que homens representam cerca de 88% das vítimas de afogamento em Minas. A faixa etária mais atingida é a de 20 a 49 anos, justamente o público mais ativo em atividades de lazer aquático.
“O homem tende a se expor mais ao risco, quer nadar mais longe, saltar de lugares altos ou provar resistência. O consumo de álcool agrava o problema, pois reduz reflexos e a percepção de perigo”, explica Barcellos.
Municípios e regiões mais afetados
Entre os municípios com mais registros de mortes por afogamento estão Felixlândia, Governador Valadares, Uberaba, Divinópolis, Juiz de Fora e Uberlândia. Destinos ligados a grandes espelhos d’água, como o Lago de Furnas e o Lago de Três Marias, concentram parte significativa das ocorrências.
No Norte de Minas, o Rio São Francisco também aparece como área crítica, especialmente em cidades como Januária, Pirapora e Buritizeiro, onde afogamentos frequentemente envolvem pescadores e ocupantes de embarcações sem colete salva-vidas.
Tragédias recentes reforçam alerta
O risco ficou evidente neste domingo (11), quando ao menos quatro pessoas morreram afogadas no Sul de Minas. Os casos foram registrados em Pimenta (distrito de Santo Hilário), São Pedro da União, Varginha e Baependi. As vítimas tinham entre 16 e 44 anos, e as ocorrências envolveram cachoeiras e trechos de rios sem monitoramento.
Em São Pedro da União, um jovem de 23 anos morreu preso entre pedras em uma área de corredeira. Já em Varginha e Pimenta, adolescentes de 16 anos foram vítimas em locais conhecidos para banho. Em Baependi, um homem de 44 anos morreu em uma cachoeira após ser retirado da água por banhistas.
Mortes evitáveis
Estudos do próprio Corpo de Bombeiros indicam que cerca de 90% dos afogamentos poderiam ser evitados com medidas simples:
- respeitar os próprios limites;
- evitar consumo de álcool antes de entrar na água;
- usar colete salva-vidas, especialmente em embarcações;
- manter crianças sob supervisão constante;
- escolher locais sinalizados ou com presença de salva-vidas.
Além disso, especialistas defendem campanhas educativas, melhor sinalização em pontos de risco e treinamento de guarda-vidas civis durante a alta temporada.
Alerta para o verão
Com a previsão de dias ainda mais quentes nas próximas semanas, os bombeiros reforçam que rios, lagos e cachoeiras exigem respeito. O que começa como diversão pode terminar em tragédia em poucos segundos.
“A água parece tranquila, mas esconde perigos. Conhecer o local, seguir orientações e agir com prudência salva vidas”, conclui o tenente Barcellos.
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