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Presidente da Câmara de Raposos é acusado de agredir o próprio pai durante evento público

A redação do Jornal Minas teve acesso exclusivo aos registros da Polícia Militar que envolvem uma grave acusação contra o presidente da Câmara Municipal de Raposos, Warley Teodoro da Silva, conhecido como Warley da Barraca. Ele é apontado como autor de agressões físicas e ameaças de morte contra o próprio pai, Ademir Madeira, de 63 anos, durante o 1º Trilhão de Raposos, realizado no último dia 13 de julho.

De acordo com o boletim policial, Ademir relatou que participava do evento quando foi surpreendido pelo vereador, que o puxou para trás do palco, próximo aos banheiros químicos, e o ameaçou com a frase: “Não aproxime dos meus filhos, senão vou te matar.” Os filhos citados seriam os netos de Ademir, adolescentes de 14 e 15 anos.

A vítima afirmou que não entendeu o motivo da ameaça e tentou se afastar, mas foi atingida por um soco no olho, que o fez cair e desmaiar. Ademir foi socorrido por populares e levado de ambulância até o posto de saúde de Raposos, onde recebeu atendimento médico.

Segundo consta no registro, Warley é filho fora do casamento de Ademir, e não aceita o relacionamento do pai com seus filhos. O conflito familiar estaria na origem das ameaças e agressões. A situação, classificada como violência contra idoso, é respaldada pelo Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003), que prevê medidas de proteção e penalidades em casos de agressão física ou psicológica.

Além das acusações penais, há indícios de negligência por parte da equipe do posto de saúde, que, segundo a denúncia, não teria comunicado o caso às autoridades competentes — um dever legal em ocorrências de agressão a idosos. A omissão pode gerar responsabilização profissional e administrativa.

Consequências legais e políticas

O vereador Warley da Barraca poderá ser enquadrado no crime de lesão corporal grave contra idoso, cuja pena varia de 3 a 7 anos de prisão. Caso o desfecho da agressão tivesse resultado em morte, a punição poderia chegar a 14 anos. Além disso, ele pode ser alvo de um processo por quebra de decoro parlamentar, o que poderia levar à cassação do mandato e sua inelegibilidade por até 8 anos, conforme prevê a legislação eleitoral brasileira.

A equipe do Jornal Minas procurou o vereador Warley para comentar as denúncias, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

O caso, que mistura violência familiar, possível negligência institucional e impacto político, deve ser investigado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e pela Comissão de Ética da Câmara Municipal de Raposos. O episódio pode ter repercussões graves tanto na esfera criminal quanto na política local, com possível afastamento do cargo e abertura de inquérito judicial.

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