Em resposta ao aumento nos preços dos alimentos, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) anunciou a ampliação de iniciativas que garantem o acesso a comida de qualidade para famílias em situação de vulnerabilidade. Entre as ações previstas, destacam-se a expansão do programa Abastecer, o aumento de cozinhas comunitárias nas nove regionais da cidade e o reforço no programa Cesta nas Férias.
A PBH, por meio da Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, que foi promovida a secretaria este ano, pretende fortalecer políticas públicas que conectem alimentação com áreas como saúde, assistência social e educação. A secretária Darklane Rodrigues Dias explica que a mudança visa facilitar o avanço dos processos e ampliar o orçamento da pasta.
Uma das principais metas da gestão é expandir o programa Cozinha Comunitária, que já funciona como projeto-piloto no bairro Cabana do Pai Tomás, na região Oeste de BH. O programa já oferece 82 mil refeições por ano a famílias em situação de vulnerabilidade, e a meta é criar uma unidade em cada uma das nove regionais da cidade, aumentando a capacidade para mais de 700 mil refeições anualmente. Um edital para essa expansão deve ser lançado ainda neste ano.
Além de oferecer refeições prontas, as cozinhas comunitárias têm o objetivo de atuar como centros de cuidado e cidadania, promovendo a educação alimentar e nutricional dos frequentadores, segundo Darklane.
Outra iniciativa importante é o programa Abastecer, que oferece alimentos como frutas, verduras e hortaliças a preços acessíveis – até R$ 2,59 por quilo ou unidade. A PBH trabalha com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para expandir o programa, mapeando novas áreas com maior vulnerabilidade social. O preço dos itens é ajustado considerando fatores como sazonalidade, custo de produção e transporte, além da variação no mercado.
O programa Cesta nas Férias também será ampliado. Voltado a famílias com crianças da rede municipal de ensino, o programa assegura a alimentação dos estudantes durante as férias escolares, período em que deixam de receber as refeições nas escolas. Darklane destaca que muitas famílias enfrentam dificuldades financeiras nesse período, já que o custo das refeições recai totalmente sobre elas.
De acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), os alimentos in natura, como frutas e verduras, tiveram um aumento de 75,52% entre 2020 e 2025, o que pesa no orçamento das famílias, especialmente as de baixa renda, que destinam entre 50% e 70% de sua renda à alimentação.
Com essas medidas, a PBH busca mitigar os impactos da alta nos preços dos alimentos, garantindo o acesso a uma alimentação mais saudável e segura, especialmente para as famílias mais vulneráveis.
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