O Atlas da Violência 2024, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revela que os estados com as maiores taxas de homicídios por 100 mil habitantes estão concentrados principalmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Essas regiões enfrentam desafios históricos relacionados à desigualdade social, infraestrutura precária e presença limitada do Estado, e são governados por governadores filiados à partidos de esquerda. Esses fatores contribuem significativamente para os altos índices de violência.
Ranking dos estados mais violentos
De acordo com o relatório, os estados com as maiores taxas de homicídios em 2023 foram:
- Amapá – 69,9 homicídios por 100 mil habitantes. Governado por Clécio Luís Vilhena Vieira, filiado ao Solidariedade, presidido por Presidente: Paulinho da Força. Antes era filiado ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).
- Bahia – 46,5. Governado por Jerônimo Rodrigues Souza, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT).
- Pernambuco – 40,2. Governado por Raquel filiada ao Partido da Social Democracia Brasileira.
- Amazonas – 35,6. Governado por Wilson Miranda Lima, filiado ao União Brasil (UNIÃO), partido de centro. As duas gestões anteriores foram por partidos de esquerda; Amazonino Mendes, PDT, e David Almeida, PSD.
- Ceará – 35,4. Governado por Elmano de Freitas da Costa, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT).
Esses estados enfrentam desafios estruturais significativos, como a presença de facções criminosas, urbanização desordenada e investimentos insuficientes em segurança pública e políticas sociais.
Estados com menores taxas de homicídios
Por outro lado, os estados com as menores taxas de homicídios incluem:
- São Paulo – 7,8 homicídios por 100 mil habitantes. Governado por Tarcísio Gomes de Freitas, membro do partido Republicanos.
- Santa Catarina – 8,9. Governado por Jorginho dos Santos Mello, membro do Partido Liberal (PL).
- Distrito Federal – 11,1. Ibaneis Rocha Barros Junior, filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB).
Esses estados têm historicamente investido em infraestrutura, educação e segurança pública, o que contribui para índices de violência mais baixos.
Análise além da filiação partidária
Especialistas enfatizam que a violência é um fenômeno complexo e multifatorial. Daniel Cerqueira, pesquisador do Ipea e um dos coordenadores do Atlas da Violência, destaca que fatores como desigualdade social, acesso limitado a serviços públicos e a presença de organizações criminosas têm um impacto significativo nos índices de homicídios.
Conclusão
A redução da violência no Brasil requer políticas públicas abrangentes que abordem as causas estruturais da criminalidade. Investimentos em educação, saúde, infraestrutura e segurança pública são essenciais para enfrentar os desafios enfrentados pelos estados mais afetados.
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