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PCC – Vazamento e uso criminoso expõem fragilidades do Córtex, sistema de IA do Ministério da Justiça

Uma investigação da Polícia Federal (PF) apura indícios de que o sistema Córtex, ferramenta de inteligência artificial gerida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), foi acessado ilegalmente por membros do crime organizado, mais especificamente do PCC. Segundo o inquérito, credenciais do sistema permitiram a monitoria de autoridades públicas — entre elas, o ex-senador e ex-juiz Sérgio Moro, o promotor Lincoln Gakiya, ministros do Supremo Tribunal Federal e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues — e apontam também para planos de atentados contra Moro e Gakiya.

O Córtex foi criado para integrar informações de diferentes órgãos públicos, combinando dados de bases como a da Receita Federal, do Sistema Único de Saúde (SUS), de câmeras de segurança e de outros registros oficiais para auxiliar investigações de segurança pública.


Novos elementos apurados

Além das alegações iniciais:

  • Foi constatado que há contas automatizadas ou robôs realizando consultas em massa no sistema — em um único dia, um usuário chegou a consultar cerca de um milhão de perfis.
  • Documentos do MJSP revelam que mais de 55 mil usuários, entre civis e agentes públicos militares e civis, possuem acesso ao Córtex distribuídos em mais de 180 órgãos públicos.
  • Também houve identificação de “consultas irregulares” — acessos sem justificativa adequada — e compartilhamento de credenciais com organizações criminosas.
  • A plataforma estaria sendo negociada na deep web, tanto credenciais de acesso como dados obtidos indevidamente.
  • Há preocupações adicionais quanto à transparência, governança dos dados, responsabilidade sobre quem acessa o sistema, controles de auditoria e rastreabilidade dos acessos.

Implicações e riscos

O episódio evidencia uma série de vulnerabilidades graves:

  • A concentração de dados sensíveis de milhões de brasileiros em uma plataforma com controle de acesso considerado frouxo ou mal fiscalizado pode facilitar espionagem, chantagem, ameaças à vida de pessoas públicas ou privadas, e graves riscos à segurança nacional.
  • O uso de robôs ou automações para consultas em massa sublinha o risco de exfiltração de dados em larga escala.
  • O fato de que credenciais vazadas ou negociadas permitam que agentes criminosos monitorem autoridades pode gerar sérios danos institucionais e colocar em risco processos judiciais ou representações políticas.
  • A falta de exigência de motivação para a consulta (em muitos casos) quebra barreiras que poderiam impedir abusos de vigilância.

Respostas oficiais e medidas anunciadas

Das informações públicas:

  • O Ministério da Justiça afirma que o Córtex está sujeito às normas de proteção de dados, que deve ser usado apenas para fins de segurança pública e por agentes com perfil designado, não por particulares ou empresas privadas.
  • Há registros de que o MJSP instituiu um Grupo de Trabalho para auditar consultas irregulares e mapear como melhorar controles de acesso.
  • O MJSP também assinou acordos de cooperação técnica com outras instituições para melhorar a integração das operações de segurança pública mantendo observância aos sigilos legais.
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