A Polícia Federal (PF) anunciou que vai abrir um inquérito para investigar as denúncias de assédio sexual contra o ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida. As acusações foram reveladas pela organização Me Too Brasil, que relatou ter recebido queixas de várias mulheres. O diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, confirmou a abertura do inquérito por iniciativa própria, mesmo sem ter recebido uma representação formal.
Silvio Almeida, que assumiu o cargo no início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, negou as acusações. Ele alegou que as denúncias fazem parte de uma campanha para afetar sua imagem como “homem negro em posição de destaque no poder público”. Em resposta, Almeida afirmou que pedirá investigações rigorosas ao Ministério da Justiça, à Controladoria-Geral da União (CGU) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo ele, as acusações devem ser apuradas de acordo com a lei.
O governo Lula reconheceu a gravidade das denúncias e, por meio da Secretaria de Comunicação (Secom), afirmou que o caso será tratado com rigor e celeridade. A Comissão de Ética da Presidência também está conduzindo uma apuração. Na quinta-feira (5), o ministro foi chamado para prestar esclarecimentos ao controlador-geral da União, Vinícius Carvalho, e ao advogado-geral da União, Jorge Messias.
A organização Me Too Brasil revelou que as mulheres que apresentaram as denúncias enfrentaram dificuldades em obter apoio institucional para validar suas queixas. A organização, que oferece suporte psicológico e jurídico, afirmou que as denunciantes autorizaram a divulgação pública das acusações devido à falta de respaldo.
O portal Metrópoles noticiou que uma das mulheres envolvidas seria a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, embora nenhum detalhe tenha sido oficialmente confirmado. O caso levanta questões sobre a forma como denúncias de assédio sexual envolvendo figuras públicas são tratadas no Brasil.




