Os Correios registraram um prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, mais que o triplo do resultado negativo de 2024, evidenciando o agravamento da crise financeira da estatal. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (23), durante apresentação do plano de reestruturação da empresa.
Além do aumento expressivo nas perdas, a receita bruta total caiu para R$ 17,3 bilhões — retração de 11,35% em relação ao ano anterior, refletindo o impacto da concorrência no setor logístico e a perda de mercado.
“Prejuízo bilionário expõe fragilidade financeira dos Correios e acelera medidas de ajuste.”
Plano de recuperação tenta evitar colapso financeiro
Para enfrentar o rombo nas contas, os Correios implementaram um plano de reestruturação atrelado a um empréstimo de R$ 12 bilhões concedido por grandes bancos, com garantia da União. A estatal estima um déficit total de cerca de R$ 20 bilhões.
A primeira fase do plano focou na recuperação da liquidez, com 97% das dívidas já quitadas ou renegociadas. Agora, a empresa entra na etapa de estabilização, com expectativa de redução gradual do prejuízo até 2026.
Baixa adesão ao PDV frustra expectativas
Uma das principais estratégias para cortar custos — o Programa de Desligamento Voluntário (PDV) — teve adesão abaixo do esperado. Apenas 3.181 funcionários aderiram, o equivalente a 32% da meta inicial de 10 mil desligamentos.
Mesmo assim, a estatal projeta uma economia relevante: cerca de R$ 775,7 milhões em 2026, com impacto parcial no equilíbrio financeiro.
Corte de unidades e venda de ativos estão no radar
O plano também prevê medidas estruturais, como o fechamento de unidades deficitárias e a venda de imóveis, com potencial de arrecadar até R$ 1,5 bilhão.
Atualmente, cerca de 85% dos pontos de atendimento operam no vermelho. Até o momento, 68 unidades já foram encerradas.
Concorrência e custos elevados pressionam resultados
Segundo a direção da empresa, a combinação de custos fixos elevados e a crescente concorrência no comércio eletrônico — especialmente de empresas com logística própria — tem dificultado a recuperação financeira.
“Concorrência do e-commerce e estrutura rígida de custos desafiam recuperação da estatal.”
Meta é voltar ao lucro em 2027
Apesar do cenário adverso, os Correios afirmam que o plano de reestruturação segue em andamento e que a expectativa é reduzir o déficit em 2026 e retomar a lucratividade em 2027.
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