Os parlamentares do Partido Novo, deputado Marcel Van Hattem (RS) e senador Eduardo Girão (CE), viajaram aos Estados Unidos na quinta-feira (5) com o objetivo de denunciar o que chamam de “ditadura” imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A visita inclui encontros com congressistas norte-americanos, como a deputada María Elvira Salazar, do Partido Republicano, que já criticou o ministro Alexandre de Moraes.
A iniciativa faz parte de um movimento maior liderado por Van Hattem e Girão para pressionar pela abertura de um processo de impeachment contra Moraes. Eles têm coletado assinaturas para o pedido e planejam intensificar a campanha durante o ato de 7 de setembro, na avenida Paulista, em São Paulo. A oposição pretende protocolar o pedido de impeachment popular contra o ministro no dia 9 de setembro.
Os parlamentares criticam duramente medidas recentes de Moraes, como o bloqueio da plataforma X (antigo Twitter) no Brasil, e a multa de R$ 50 mil imposta a quem utilizar VPN para acessar o site. Eles alegam que essas ações são autoritárias e fazem parte de uma escalada antidemocrática, que começou com o inquérito das fake news.
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Apesar dos esforços, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), já sinalizou que não deve avançar com o pedido de impeachment. No entanto, Van Hattem e Girão esperam que o apoio popular ao documento aumente a pressão sobre Pacheco e outros parlamentares nos próximos dias.
A visita aos EUA e o encontro com autoridades norte-americanas, além da coleta de assinaturas, são parte das estratégias da oposição para expor internacionalmente o que consideram uma crise democrática no Brasil.




